Sempre ouvimos que precisamos administrar o tempo, administrar a vida pessoal com a profissional, administrar o tempo da prova, administrar, administrar....
Somos, por isso, levados a dosar nossa vida, não entrar de cabeça em determinados desafios que surgem e requerem atenção especial.
Quando muito, esboçamos um começo arrebatador, uma entrada estonteante; mas é só a situação surgir para olharmos com mais resignação, com mais desconfinça e mudar a maneira de encará-la.
Isso tudo na ânsia de ouvirmos uma palavra de incentivo, de apoio a essa atitude tão equilibrada, tão madura...queremos ser acolhidos pelos demais, para isso, agimos como tal.
Nada de irreverência, de ousadia, de algo novo.
Provocamos, somente, a repetição de atos socialmente perfeitos - aceitos. Somos maquininhas de nós mesmos, somos o espelho do outro que reflete nossa face. Não queremos ver o distinto, olhar e deparar com algo novo: O DESCONHECIDO!
Esse sim é assustador. Desconhecer o que vem pela frente é de arrepiar, é de fazer tremer qualquer guerreiro bem treinado.
O que fazemos então, encaramos ou fugimos do desconheido? (Cada um tem sua resposta para determinada situação).
As vezes encaro, muitas vezes eu fugo, cofesso!
Surpreendo-me a todo momento. Procuro em mim mesmo as respostas para perguntas indecifráveis.
Estou aqui, não preciso ir longe; mas como sou complexo... Em mim mesmo vejo respostas para perguntas que ainda nem existem.
Guardo-as para mim. Uma hora usarei como trunfo!
O que eu quero é ter certeza que estarei preparado.
E estou?
segunda-feira, 5 de maio de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Exploração do caso Isabella.
Depois de ler a coluna do Verríssimo no O GLOBO de ontem, resolvi reeditá-la aqui no blog. Ele foi perfeito em relação a exploração deste caso.
Segue aí:
"Meus dezessete leitores devem ter notado a falta de qualquer comentário, aqui, sobre a morte da Isabella. Foi uma decisão deliberadamente infantil, igual a fechar os olhos e fingir que o que nos apavora não está ali. Faz de conta que não aconteceu. E me proteger do fato me protege do seu entorno, me desobriga de ter opiniões sobre o tétrico carnaval em que transformaram sua investigação e sua reportagem. Não quero saber de nada. Enclausurado no meu egoísmo não quero nem ouvir que a mais terrível hipótese sobre os assassinos da menina se confirma, nem dar palpite sobre esse clima de comoção que mais e mais se parece com o prelúdio de linchamento. Prefiro mudar de assunto. Alguém quer saber notícias sobre a minha neta?"
terça-feira, 8 de abril de 2008
O que nos faz pensar!
Questiono mais em relação ao que ela representa para a maioria das pessoas - sempre têm aquelas que nunca escutaram essa música, nem conhecem seu significado - na noite de Natal?
Naquele dia, em especial, ela parece ter um sentido único, levantando a essência do Natal (o nascimento de Cristo) e proporcionando reflexão nas famílias que estão em volta da mesa para a ceia. Além disso, com a proximidade do final do ano, “Noite Feliz” embala uma profunda reflexão do que se passou em todo o ano e do que se deseja para o que está por vir.
Mas, com o passar dos dias, a canção parece ir, aos poucos, caindo no esquecimento. Digo isso no sentido do que ela representa. Tudo aquilo que se pensou, que se imaginou, que emocionou, parece ir, pouco a pouco, sendo desmanchado pela rotina que vai voltando e esmagando todo esse momento especial.
Usei “Noite Feliz” só como um claro exemplo de como, em determinadas épocas, temos facilidade de fazer promessas, jurar mudanças de comportamentos e atitudes e, na semana seguinte, já estamos contaminados com a vida industrial de repetições, e repetições e repetições...
“Noite Feliz” é uma fuga; ela faz a máquina parar, faz os operadores (que somos nós) pensarem no que estão vivendo e no que estão fazendo com suas vias. A mudança está dentro de cada um, basta colocá-la em prática.
E como embala a canção: “...quão afável é teu coração(...) Noite feliz, noite feliz....”!
terça-feira, 1 de abril de 2008
Sonho e vento!
O sonho, como todos imaginamos, é responsável por buscas que fazemos para fugir da rotina. Ele foge da mesmice do mundo moderno...ele requer entrega, ele pede confiança, ele é, enfim, a mola que nos faz saltar etapas difíceis e pular para lindos lugares, com pessoas queridas, com a paz, na plenitude da palavra.
No entanto, mais que remeter a ilusões que poucas vezes conseguimos alcançar, o sonho, transformado em vento, enxugaria as lágrimas de um rosto sofrido. Ele acariciaria a face da dor. Pois ele não seria capaz de se transformar em pesadelo, fosse para quem fosse. O sonho secaria o rosto e os olhos e jogaria para trás as lágrimas que insistem em sair. E, forçando em sua intensidade, o vento rasgaria o sorriso mais lindo da boca que tremulava de dor!
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