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domingo, 21 de junho de 2009

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Escolhi que o Sol comandaria o dia de hoje. Acordei desconfiado de sua timidez, encoberto por nuvens grossas e desafiadoras. Desanimei e, por um momento perdi a fé em mim mesmo. Queria Sol, precisava dele. A temperatura era baixa, não passava dos treze graus, aqui dentro então... estava nublado.

Corri pelas ruas da cidade, camuflado num exercício físico, escondendo um verdadeiro desespero de quem sai sem um rumo pensado. Troquei passos descompassados, pulei buracos e desviei de carros. As buzinas não me atrapalhavam, eu não estava ali.

Mais tarde cheguei ao lugar de onde sai, era o retorno do contragosto inevitável, era a vida mostrando suas friezas perto dos sonhos inalcançáveis. Parei de sonhar naquele dia, não era mais necessário me esconder nessas nuvens imaginárias, a vida é mais dura e objetiva.

Desde então tenho uma grande camada de uma casca impenetrável, nem os sonhos mais comuns conseguem ultrapassar essa barreira. Formei uma trincheira entre o que sou e o que desejo, agora sou um sincero e desacreditado da vida. Sou aquilo que as coisas se mostram, não vejo além do horizonte.

Envelheci com esse processo, esse corpo jovem já não condiz com a alma grisalha. A juventude foi um sonho que passou sem piedade. Ela se foi e não deixou lembranças. Agora sou assim: opaco, triste e desocupado de mim mesmo.

Procuro me encontrar nas letras de livros de outros autores. Desespero nessa busca própria. Quem sabe não estou por aqui, nessas linhas castigadas, mas que, por algum motivo, formam e consolidam minha vida?!


Esse foi um desabafo de um Eu-lírico que se apossou de minha alma no teclar das letras.
Um abraço.


Imagem retirada do site: (https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbAXMjksbIMOg9ILt8YF0D05NSQ06n-uFBuXS_rBaf3nYoAjZB6gQxDUAtVlLBfw33jEFwx6d89JoK_22K0oKHEyX9dvkzKnSBY70h4DM5T63d17Pfmqya14z8W8m1c4zHC4GBvp1qcEs/s320/divagando.jpg)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Páginas que virão.

Final do mês passado consegui um fato raro nesses 25 anos de vida. Concorri a um livro num programa de TV - Pontapé Inicial, da ESPN Brasil - e ganhei. (PALMAS!) É, isso mesmo, fui o contemplado com um exemplar do "A Minha Segunda Guerra", do baterista do Paralamas do Sucesso, João Barone. O livro chegou nessa última semana...mas, sei não, estou com receio de começar a leitura.

Não faça essa cara, eu também não sei por que eu ainda não comecei essa divertida história dessa grande figura do rock nacional - e reconhecido entendedor do assunto 2ª Guerra - mas o fato é que ainda não li nada.

O livro está aqui ao meu lado. Todo dia acordo e me deparo com sua bela capa escura me mirando de frente. Chamando para o combate? Pode ser, mas inexplicavelmente, corro da batalha. Claro que fiquei feliz com o presente, mas vai explicar...

O fato é o seguinte: Vou terminar esse pequeno texto no blog e cair de peito aberto nas páginas dessa Guerra. Façam suas apostas.

Pela primeira vez estou escrevendo sobre um livro que não li. Será bom? Será ruim? Só o tempo e o decorrer das páginas dirão. Mas não garanto que voltarei nesse blog para falar dele. Sei lá, talvez essa minha reação seja uma falta de experiência para lidar com prêmios - que caem do céu. Estranho para mim: Não comprei, não foi um presente, nem aluguei numa biblioteca; fui contemplado, simples assim.

Vou tentar me acostumar com isso, a Mega-Sena está acumulada e preciso aprender a lidar com prêmios. Deixa eu ir para as páginas de Guerra.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Animal X Homem? ou Animal = Homem?

Fico impressionado com o amor dos homens com os animais, especialmente com os cães. Como somos bons com esse sentimento, chega a me despertar algo de otimismo sobre a bondade humana, tamanho é o carinho e a dedicação aos simples animais. Vem logo a minha mente a questão: Se somos tão caridosos e carinhos com os bichos, por que não repetimos esses gestos com os semelhantes?

Está aí uma questão que parece tão simples, mas é tão complexa de ser respondida. Quantas vezes já não ouvimos coisas do tipo: “Prefiro meu cachorro, pelo menos ele não me abandona quando fico mais pobre (até concordo...rs) ou fragilizado”; ou, “pelo menos meu gato não discorda de mim, não fica me enchendo com seu falatório”; entre outras Expressões do tipo.

A tentativa de entender esse fenômeno foi despertada quando vi duas senhoras com seus cachorros travando o seguinte diálogo, na porta de uma lanchonete em Belo Horizonte:
- Ah, adoro a companhia do meu cachorro. Ele não me aborrece em nada - suspirou a primeira senhora.
- É verdade. Eles são muito mais companheiros que os homens - disse a segunda senhora com um discreto sorriso e segurando no colo seus dois cães de mesma raça.
- Com certeza. Esses seus dois cãezinhos formam um casal?
- NÃO! São pai e filho - disfarçou.
- Ah ta, bem que se parecem...

Por motivos pessoais e por educação (sic) não continuei ouvindo a conversa, mas tive uma vontade de interromper esse diálogo de forma abrupta e dizer:
- Eu ouvi bem ou vocês são apaixonadas por cachorros? Muito bem, parabéns pela atitude - tirando sorriso das simpáticas senhoras. Mas como pode alguém tão envolvida com os animais confundir pai e filho com um casa?! Realmente não entendo - nesse construção imaginária eu sairia de fininho...

Mas é isso, caros amigos, surge essa contradição do amor do homem pelo bicho - até superior ao amor ao semelhante - e a falta de conhecimento para identificar uma simples diferença sexual dos pobres animais.

Não sou contra em ter animas de estimação (claro que não) e acho, obviamente, que eles merecem todo cuidado e tratamento adequado, mas priorizo, fundamentalmente, o respeito mútuo dos homens. Isso falta demais hoje em dia. Talvez, e aí vai uma teoria da conspiração, estejamos canalizando para o lado errado nossas forças nos relacionamentos. Acredito na boa relação homem-bicho, só que cada um em seu lugar e com suas atenções proporcionais.

Ah, antes de terminar, no caso daquelas duas senhoras, também não consegui identificar o sexo dos dois cachorros, mas era nítido que um era mais velho que o outro. Nunca chamaria aqueles dois de casal, mesmo se eles fossem.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rapidinha 3.

TERESÓPOLIS E SEUS VISITANTES.

A Seleção está em Teresópolis. É isso, mais uma estada na Serra para a equipe do professor/anão/zangado/dunga tentar um entrosamento para os dois próximos jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo. Enfrentaremos o Uruguai em Montevidéu e o Paraguai no Recife. Dois jogos difíceis, verdadeiras provas de fogo para o escrete canarinho.

CIDADES SEDES.

Todos acompanharam as escolhas das sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O que vocês acharam? Eu, particularmente, senti falta de Florianópolis entre as eleitas, mas... Trata-se de jogo político, claro. Está aberta a farra do dinheiro público na melhoria das sedes para a Copa. É agora que o seu, o meu, o nosso dinheiro vai rodar de mão em mão para "financiar" obras faraônicas.

MAIS UM ACIDENTE AÉREO.

Está na pauta dos grandes veículos de comunicação esse triste acidente envolvendo o avião da Air France. As notícias ainda são poucas sobre o verdadeiro motivo do sumiço da aeronave, mas é estranho o fato ocorrido. Com todo respeito as famílias das vítimas, me fez lembrar o seriado Lost, quando cai um avião e as pessoas não sabem aonde ele foi parar. É aguardar novas notícias...

FRIO DE LASCAR.

Ontem à noite eu voltava da casa da minha namorada e o termômetro da avenida da cidade marcava 12º. Impressionante o frio que fazia. Me fez lembrar da minha cama com as cobertas a minha espera... Que maravilha!

QUE CONFIANÇA TEM O RAPAZ!

O que falar do desempenho do Rubinho nesse campeonato da F1? Ele está guiando bem, tem um excelente carro nas mãos, mas continua sem conseguir superar o companheiro de equipe, Jason Button. Ele podia, ao menos, reconhecer essa superioridade, em vez de ficar prometendo vitórias e títulos mundias. Basta,né? Se bem que poucos acreditam nessas desgastadas palavras.

SUA RAPIDINHA.

Agora é com você. Deixe no comentário a sua rapidinha do momento, Ok? O que você tem para destacar?

Até a próxima.

Pessoas pelo mundo que passaram por aqui:

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