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sábado, 11 de dezembro de 2010

Semestre velocidade 5.

Deve ser pelo passar dos anos, pode ser por estar envelhecendo, talvez pelo desenrolar das novidades, mas como esse segundo semestre de 2010 passou rápido. Ontem foi agosto, hoje é dezembro e amanhã....Bom, deixa amanhão pra outra dia - deixa pra amanhã.

Estava medindo essa passagem do tempo pelas fotos da minha sobrinha: Em agosto parecia ainda tão bebezinho, e agora é uma mocinha pronta pra conversar sobre muitas coisas. Uma graça!

Nossa (como dizem lá nas MG), outro dia eu tomava um trote daqueles lá na UFF, lá pelo começo de agosto e agora o semestre se vai, correndo pelos dedos. Bom que nesse correr desenfreado do relógio fazemos novos amigos, vemos novas perspectivas e percebemos que nossa vida sempre tem um novo rumo para quando a situação não está legal, quando as coisas estão estacionadas e parecem não ter outro caminho. Essa é a sensação de recomeço. As vezes nem a planejamos, as vezes queríamos que fosse diferente, mas sobrevivemos e conseguimos seguir, isso que importa....

Fico nesse texto meio sem pé nem cabeça, mas é como me sinto nesse momento, sem muito o que dizer de fato, sem muita novidade, mas querendo deixar um recado no Escondidin. Outra hora volto com um texto mais elaborado. Já-já estarei por BH, curtindo um pouco a família de lá. Então é isso, um 2011 bom demais para todos vocês escondidos nesse blog e que o Natal seja repleto de coisas boas e, principalmente, que passem ao lado das pessoas especiais - FAMÍLIA!

A gente se esconde por aqui.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Convite: Tititi da Titi.

Hoje estou chamando os amigos que se escondem por aqui para conhecerem um blog que eu e meus amigos criamos, chama-se Tititi da Titi. Titi é uma grande amiga e, com ela, já passamos por situações divertidíssimas. Contaremos alguns desses causos no blog: http://tititidatiti.blogspot.com/

Espero que gostem das histórias.

Volto em breve!

domingo, 7 de novembro de 2010

Novidades aos Noventa Anos (Isnard Horta).

Tio Isnard é um verdadeiro contador de caso, tem o dom de reunir o povo da família para ouvir suas histórias. É aquele tipo de pessoa que gosta de observar e colocar no papel as impressões. Nisso somos parecidos demais. Ele me mandou um e-mail fantástico, retratando um bate-papo na casa dos meus avós e como as novidades tecnológicas são recebidas por esses dois senhores de mais de noventa anos. Aproveitem essa prosa Isnarniana, é divertidíssima. Não deixem de comentar!


Primeiro Ato

Olhos firmes na tela onde girava o globo em aproximação constante. Costa da América do Sul. A imagem aproxima–se mais, seu rosto também: Que beleza! O mar?

Primeira parada – Milho Verde: Lindo!

Adiante, São Gonçalo, descendo até o Vau: Jequitinhonha nascendo. Enfim, Diamantina!

Então, vamos passear na rua? Vamos.

Gente, estamos andando na rua! Olha, que bonita a Rua do Carmo, casa de Elza...

Formidável, admitiu finalmente o chefe. É internet? Ela tirou a vista pela primeira vez da tela e, olhando-o devagar, deixou escapar um sorriso silencioso...

Então, vamos rodar o mundo? Vamos sim, meu filho. Quero ver mais.

Meu Deus, Praça de São Pedro? Vaticano? Podemos descer e andar também? Olha, as pessoas querem ver o Papa...

E agora... calma... Ah, Coliseu? Roma antiga!

Já fui lá. Eu, seu Redelvim, Célio... Eu sei, eu sei que você já foi. Agora me deixa ir. Mostra mais uma foto, meu filho, essa daqui. Que linda: arcos do Coliseu iluminados. Que beleza...

Fotografia... o que é a fotografia... Que espetáculo! concluiu a filha entusiasmada.

É... gostei muito. E afastando o rosto da tela, rematou decidida: Na próxima vez, quero ir à Grécia!



Segundo Ato

Blog? Não sei o que é. Internet também? Como é?

Escondidim, que gracinha... Meu Deus, é Carlinhos!

Papai, papai, volta, vem ver!

Que é isso? Uai, Tio Assis? É para Assizinho? interessante...

Ai, que saudade; saudade mesmo, minha filha...

Que bonito! lembrança de meu filho...

Todo mundo pode ver e ler?

Pode, qualquer um de qualquer lugar. Aqui: marcador indicando o lugar do mundo de onde alguém já viu.

Gente, que interessante... Como se chama mesmo? Blog.

Ah, é blog de Carlinhos. Olha só, escreve muita coisa. Olha, pode-se comentar e escrever?

Que bom...



Ato final

Formidável! Agora, vou lá em baixo, tenho muito serviço para fazer, muito negativo para mexer.

Muito bem! Gostei muito, agora vou descansar. Depois, vamos passear mais. Na Grécia, viu; na Grécia.

Quer lanchar agora, mamãe? E você, Whisky?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Saudade do tio Assis.

Senti sua presença nessa folha em branco, tio. Talvez pela proximidade da hora do jogo do seu fluminense, mas hoje lembrei demais: Lembrei do seu excesso de confiança com seu time - sempre sendo desacreditado por mim. Lembrei de nossas conversas na casa de vó sobre futebol, sobre o seu azul cruzeiro, sobre o meu gigante rubro-negro. Lembrei de nosso papo sobre emprego, você me indicando, mostrando um novo mercado para atuar: aulas de filosofia para o segundo grau: - Faz esse curso, Carlinhos, vai sobrar vaga para esses profissionais - você afirmava apostando em uma área que eu gosto.

Engraçado, tio. Não tomei esse rumo vindo de sua bela intenção, mas hoje percebo que de certa forma meu futuro profissional está na sala de aula - em outra cadeira, na geografia. Se pudéssemos conversaríamos sobre esse meu novo rumo, numa sexta-feira lá na casa de vó. Fico imaginando nosso bate-papo, suas brincadeiras com o fato de eu estar seguindo seus passos e os da minha mãe... Seria um almoço divertido, observado por avô Assis curioso no assunto e por uma sabedoria única de vó Côca. Estenderíamos o papo sobremesa afora, caminharíamos para a sala de televisão para colocar em dia os últimos assuntos. Depois você partiria para sua casa... Esse seria mais um encontro comum, sem um grande evento para torná-lo diferenciado. Mas dessa simples sexta-feira que senti falta hoje. Não poder encontrá-lo hoje é estranho, vazio... Então a gente fica com as lembranças, muito vivas ainda, palpitando...

Sabe, queria encontrá-lo hoje, ou em qualquer dia sem data marcada - casual como em BH - mas não podemos mais. Impotência e saudade, palavras para tentar descrever esse encontro impossível.

Fico só com a inspiração (o que já é muito bom) e com os bons momentos. Esse texto é seu, ou melhor, é uma breve conversa nossa, daquelas sextas na casa de vo.

Um até logo, tio. E continue nos acompanhando daí de cima. Outra hora voltamos com mais uma sexta-feira, combinado?

Pessoas pelo mundo que passaram por aqui:

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