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quarta-feira, 19 de março de 2008

Dificuldades...

Nesta manhã eu escolheria um tema novo, uma notícia quente, dessas que fazem surgir edições extras nos jornais e nas TVs. Abriria o dia com uma bomba, uma novidade no campo científico, uma descoberta que gerasse milhões de dólares...

Diversos assuntos que nos espantariam, nos fariam sentir como meros coadjuvantes nesse mundo inquieto. Sentir que ao redor de nossas vidas há pessoas e fatos muito mais importantes que nossa simples rotina. Assim nos renderíamos a uma simplicidade extrema, com ambições e desejos jogados pela janela.

O que nos faz sentir assim, menos importantes do que somos, são os sucessivos fracassos que acumulamos ao longo dos anos. São idéias impensadas, atitudes que geram arrependimentos, discussões tolas e infantis.

Nossa vida, como costumamos ouvir desde pequenos, é feita de vitórias e de fracassos, mas estamos, de fato, preparados para esses momentos? Acredito que não, que não somos treinados (ou seja lá qual termo devo usar) para encararmos os erros de frente, de peito aberto e com a real consciência que aquilo que fizemos está errado e deve ser modificado.

Acredito mesmo que não somos criados e socialmente adestrados para lidarmos com os nossos próprios erros. Muitas vezes os admitimos, reconhecemos nosso deslize em uma situação. Mas será que de fato estamos aceitando esse momento de erro confesso?! Sofremos muito com os fracassos! Ele pode desencadear doenças, dependências, vícios...

Realmente não estamos preparados!

O que nos alivia é saber que, mesmo com todas essas dificuldades e, mesmo sem sermos treinados durante o decorrer dos anos a lidar com os erros, não há nada melhor do que o passar dos anos para aprendermos a encarar de frente nossas maiores fraquezas.

É dentro do olho do furacão que aprendemos a dominá-lo, a acalmá-lo, a troná-lo uma brisa passageira.

A vida também é assim, pois, no final da dificuldade é que olhamos para trás e rimos com um ar incrédulo: Não foi tão difícil assim!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Futebol na TV.

Olho para o céu escuro e percebo como a noite está bonita, daquelas dignas de cinema, um cenário perfeito. Mas insisto na minha rotina de quara-feira: paro o que estou fazendo para ver uma partida de futebol na TV. Estou a alguns quilômetros do estádio, mas, mesmo longe, não perco uma partida na telinha.

Começa o jogo: Fluminense X Resende. Longe de ser minha preferência clubística, mas não arredo pé do sofá... o jogo até que está interessante, brigado, equilibrado; cheio de possibilidades para o placar final. Mas olho para fora e percebo que quem está perdendo sou eu. Como a noite está convidativa...

Deveria desligar a televisão, chamar minha namorada e dar uma volta na cidade. Até faria isso, mas já está tarde para este tipo de passeio, fica pra outro dia.

Continuo acompanhando o jogo. Estádio vazio, sono chegando...

Acaba o primeiro tempo!

O intervalo é interminável, parece que não acaba nunca. Na verdade estou ansioso para que a partida recomece, pois ainda faltam 45 minutos de muita cochilo.

A noite vai caindo... agora o som que vem lá de fora é o do vento, somente. Não saio mais de casa, com certeza!

O jogo termina! Fico feliz, mais uma noite boleira que se foi. Nenhuma novidade no futebol, os jogos parecem os mesmos. E eu aqui, sem perder um!

Agora a TV me oferece uma infinidade de canais, com todos os tipos de programas, filmes, mais futebol.... Mas chega, já bati minha cota em frente à telinha.

Venho para o blog, escrevo um pouco, leio mais um bocado aquele livro interessante e vou dormir tarde, mais uma vez!

Então deixa eu ir, ficarei por aqui procurando o sono que me escapa!
Ah, o jogo ficou 2x2. O resultado foi justo!
Justo, como o sono dos justos.

Na Espanha.

Todos sabem das dificuldades que os brasileiros estão passando para entrar na Espanha. O governo de lá está apertando o cerco aos estrangeiros e nós, brasileiros, somos um dos mais prejudicados. Além disso, os funcionários dos aeroportos espanhóis são acusados de maus tratos. Só na semana passada dezenas de brasileiros foram deportados.
Mas se vale de consolo, duas brasileiras brilharam nessa última semana, em Valencia. Competindo no Mundial de Atletismo Indoor, Fabiana Murer levou a medalha de bronze no salto com vara e, no salto em distância, Maurren Maggi ficou com a medalha de prata.
Fica o registro!

quinta-feira, 6 de março de 2008

E se fosse o Chávez?

Fico imaginando, no meio de toda essa confusão Sulamerica, se se por acaso o presidente venezuelano Hugo Chaves fosse o responsável por ter invadido um território vizinho, como estaria o continente e o mundo nesse momento? Não estou querendo discutir a questão de quem tem razão política ou não nessa queda de braço Colômbia/Equador e Venezuela. Só fico me perguntando: E se fosse o Chávez?

A Colômbia, em meio a disputa com as Farcs, invade o território Equatoriano para realizar operações a seu bel prazer. Os Equatorianos se rebelam e, junto com eles, os Venezuelanos.

Esse é o assunto do mês na América Latina, certo?

Mas minha suposição neste blog é como seria a reação do mundo inteiro se o país de Hugo Chávez fosse o responsável pela desagradável violação?!

Como todos sabem, Chávez - mesmo com todas suas idéias extremistas - é avesso a (má)influencia Norte-Americana nos paises mais pobres, principalmente nos países da América do Sul. Ele deixa claro sua posição, inclusive com frases fortes contra os EUA. Por outro lado, temos a Colômbia de Uribe, apoiada pelo governo dos EUA, que juram ter a melhor das intenções em acabar com as forças revolucionárias colombianas, sem nenhum interesse por trás.

Aí vem essa crise latina e o governo da Colômbia assume que violou o território Equatoriano perante a OEA (Organização dos Estados Americanos); nenhuma punição é anunciada e tudo certo.

Daqui a pouco esse assunto sai da agenda dos meios de comunicação, todos irão esquecer. Mas continuo me perguntando: E se fosse o Chávez?

Não sei o que veríamos de concreto, deixo a resposta para a imaginação de cada um. Mas o panorama seria outro.

De linchamento pra baixo!

Pessoas pelo mundo que passaram por aqui:

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