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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Enxaqueca do futebol brasileiro.
Domingo voltei da minha corrida de 5km e minha vista começou a embaralhar (médicos chamam de "aura"). Pronto! Era a enxaqueca se manifestando. Quando entro nesse quadro não tem jeito, é tomar o remédio, deitar e esperar passar a sensação horrível e o enjoo que seria acompanhado de uma forte dor de cabeça, fosse o remédio de fraca dosagem.
Fiquei quieto, sozinho aqui em casa, com a televisão no volume baixo e vendo começar a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013. Atlético-PR lutando para conquistar uma vaga na Libertadores, contra o Vasco, no sufoco para escapar do rebaixamento. O que veio depois todo mundo viu na televisão... (Pancadaria entre torcidas interrompe o jogo).
Fiquei perplexo, meu enjoo aumentou com as cenas de violência, com a covardia de alguns torcedores espancando os adversários já caídos na arquibancada. Instantaneamente senti um nó na garganta, vontade de mandar pararem, vontade de nunca mais assistir futebol, de desabafar com alguém para ter certeza que aquilo mesmo estava acontecendo.
Por sorte, ninguém morreu nesse triste, mas previsível, episódio. O jogo continuou - o que achei um grande risco a integridade de todos envolvidos no "espetáculo" - e o Atlético-PR ganhou com certa facilidade (5x1) e rebaixou o adversário.
Além da impunidade e da selvageria, duas coisas me assustaram ao longo da semana: Primeiro a justificava de algumas pessoas tentando defender uma ou outra torcida organizada, alegando legítima defesa, como se espancar alguém desacordado com uma barra de ferro pudesse se enquadrar nesse quesito. Segunda situação foram as atitudes de alguns dirigentes do próprio Vasco em tentar cancelar o jogo alegando que o juiz ultrapassou o tempo permitido para o retorno da partida, e que não havia segurança para tal. Então, por que voltaram a campo?
Quando imaginei que esse seria o último debate do ano sobre futebol, eis que surge uma polêmica envolvendo um jogador da Portuguesa que teria atuado de maneira irregular (teria sido punido com dois jogos e só cumprira um). A Lusa pode, se os "sérios" membros do STJD julgarem assim, perder os pontos e ser rebaixada, salvando o Fluminense.
Engraçado, fiquei pensando, a gente nunca vê time perder pontos no meio do campeonato, só no final, já perceberam?! Outra coincidência é o "prejuízo" ficar na conta da Portuguesa e o "beneficiado" ser o Fluminense. Será que aconteceria a mesma coisa se o caso fosse o contrário?
Além da tristeza de ver o campeonato ser decidido nos tribunais, como era comum até a década de 1990 - e que eu jurava não ver mais isso, teríamos que crer muito na ética das pessoas para acreditar que não houve juízo de valor nesse episódio... Digo mais, antes que a enxaqueca resolva voltar: Por mais que a Portuguesa seja considerada culpada, será que tirar os pontos não é demais? Está claro que ela não agiu de má fé, não escalou um atleta suspenso na malandragem para levar vantagem. Isso fica nítido quando se constata que se trata de um atleta que ficou no banco de reservas e que só entrou no final do jogo (32 minutos do segundo tempo, com o placar em 0x0 e que terminou com esse resultado), numa partida que pouco valia efetivamente para a classificação dos dois times (Portuguesa e Grêmio). Acho a perda dos pontos, no mínimo, um exagero. Se tem alguma coisa por trás, não tenho como afirmar, mas deixa eu tomar outro o remédio de dose forte para suportar essa ética dos dirigentes do futebol do país.
Afinal de contas, o futebol está inserido na nossa sociedade, nos modos de agir, nas incoerências, nas corrupções e interesses escusos. Reconhecer esses nossos traços faz minha vista embaralhar novamente.
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Letra que me embaralha.
Gol de letra no futebol é como esnobar o goleiro, como chegar para ele, parar a jogada e dizer: - Meu camarada, olha como esse lance tão simples desmonta toda sua semana de treinamento. Será que você é tão bom assim mesmo?
Tudo bem, talvez há um rigor nesse meu diálogo imaginário, mas foi assim que me senti quando vi o gol do Falcão - aquele craque do futsal - sobre um time que, confesso, desconheço o nome. Me coloquei na pele do goleiro, senti-me humilhado, deu vontade de desligar o pc, ou sair de quadra, caso eu fosse o arqueiro na vida real.
Futebol tem esse encanto, tem esse poder de fazer com que seres tão iguais e comparavelmente preparados se comportem - e se coloquem - em extremos: um brilha de um jeito mais simples, quase infantil; outro é vencido por todo esse beabá, mesmo estando preparado para combater e se deparar com golpes duros, verdadeiras pancadas de jogadores profissionais.
Mas a letra falcaniana desatou o nó do profissionalismo, quebrou o acordo da regra do jogo, tornou infantil a categoria adulta, fez o sonho dominar a quadra... Embarquei na viagem, mas peguei a carona no vagão errado, fiquei do lado mais fraco, virei o goleiro.
Foi duro, foi desonesto até. Mas, por outro lado, é gratificante enfrentar toda essa magia, ser envolvido pela verdadeira arte da bola. Fui alvo, fui vítima, mas vi tudo de perto, sou privilegiado. O cara é um monstro, e joga sabendo dos seus poderes. Treinamos a semana inteira para enfrentá-lo, mas não deu, claro que não deu, ainda bem que vem por aí jogos normais, contra atletas normais...
Normalidade, aliás, é sair desse real mundo e encarar esse virtual jogo dos sonhos. Como é bom ver um talento demonstrando suas habilidades, é possível viajar nesse universo, assumir posições, sentir raiva e sorrir com um simples lance. E tem gente que acha que isso é humilhar o adversário, que deveria ser proibido.... É, pode ser, a humilhação foi grande!
OBS.: Vejam o lance do Falcão: http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1448937-7824-GOLACO+FALCAO+PELO+TORNEIO+DE+GRAMADO+DE+FUTSAL,00.html
quinta-feira, 17 de junho de 2010
África do Sul: A cara do Brasil!
Derrotas a parte, nada mais bonito até agora nessa Copa do Mundo do que o choro do lateral Evra, da França. Ele não segurou a emoção e chorou durante a execução do hino francês, La Marselhesa. Fiquei emocionado junto com Evra, senti-me na pele do jogador e imaginei como deve ser a sensação de estar numa Copa do Mundo representando seu país. Acho que eu cairia em lágrimas. O jogo foi um detalhe, um detalhe frustrante para os franceses, na verdade, já que perderam de 2x0 para o México.
Curioso demais como o mundo todo fica orbitando nesse evento tão fascinante. Até os menos fanáticos pelo futebol não perdem oportunidade para acompanhar seus países nas batalhas dos gramados. Particularmente, estou adorando ver uma Copa do Mundo num país africano. Melhor seria, obviamente, se eu pudesse estar presente nos estádios, presenciando a cultura, aprendendo um pouco mais com a alegria daquele povo tão sofrido. Curiosa a semelhança dos Sul-africanos com nós, brasileiros. Eles formam o país mais desenvolvido do continente africano, passam por sérios problemas de desigualdade social, mas esbanjam alegria e encantam com a receptividade com que tratam os turistas. Parece ou não com um país continental daqui da América do Sul? Seria uma prévia do que teremos por essas terras daqui a quatro anos? Veremos...
Mas será que nós, brasileiros, admitimos toda nossa semelhança com esse simpático país? Ou preferimos manter uma distância (da época do descobrimentos do país) europeia ao detectar nosso parentesco? Curiosas essa perguntas? Acharam mesmo? Pois é, essa é a minha visão sobre o discurso de grande parte da grande mídia sobre os jogos na África do Sul. Todos destacam a alegria, a vuvuzela, as seleções, mas ainda vi muito pouco sobre essa realidade tão familiar para nossos amigos da imprensa brasileira na terra de Mandela. Será que estou com uma visão distorcida? Será que estou exagerando na dose e inventando história para colocar no blog? Pode até ser, mas desde os primeiros dias da Copa que tenho sentido um certo distanciamento dos jornalistas brasileiros, como se eles estivessem num país muito pobre, muito desigual, bem diferente do "Primeiro Mundo" em que vivem. Será que todos esses problemas e desigualdades são tão distantes para eles, mesmo quando estão no Brasil?
Quantas perguntas esperando por respostas, mas tudo isso por que minha mente está curiosa para desvendar essa impressão. Falta a nós, brasileiros, olhar um pouco pra dentro para percebermos o abismo que existe dentro do nosso próprio quintal? E o que faremos para mudar? Questões complexas, verdadeiros vespeiros, mas....Ah, tudo bem, essas complicadas questões são problemas dos políticos. Afinal, fazemos nossa parte, pagamos os impostos; e claro, é tudo culpa do Lula!
Voltemos, então, nossos olhos para a telinha: vai começar mais uma partida da África do Sul. Coitadinhos, estão jogando tão mal, serão eliminados na primeira fase? Uh, sei não, mas tem país graúdo que também não jogou nada até agora....
(Imagem retirada do site: http://farm4.static.flickr.com/3504/3730662967_15f673f1bd.jpg)
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domingo, 9 de maio de 2010
Mais do mesmo: CB (Campeonato Brasileiro) 2010. (Emílio Lanna)
Hoje que dá o recado é o meu grande amigo Emílio Lanna.
E começou mais um ano de futebol brasileiro. O futebol maroto, o futebol moleque, o futebol que dá gosto de ver. Dá gosto? Eu particularmente continuo achando o Campeonato Brasileiro um campeonato bastante interessante. Não aqueles enlatados ingleses onde o gol só acontece de cabeça ou após um pique de um ótimo e muitíssimo bem pago atleta. No Brasil ainda residem os jogadores de futebol, e não os atletas de futebol. Mas não é sobre isso que eu quero falar.
Quero falar sobre essa estrutura que vem sendo o CB há alguns anos. Campeonato de pontos corridos. Eu particularmente gosto e acho justo um campeonato organizado dessa forma. Esse tipo de campeonato premia o time mais constante e não o que cresce no momento da decisão. E nesse tipo de campeonato, cada ponto é um ponto importante. Cada empate que o time consegue fora de casa vai fazer diferença lá pra dezembro, quando estarão separando os times que vão pra Libertadores, Sulamericana, os que não fedem nem cheiram e os que vão amargurar a segunda divisão em 2011. E se preparem pra ouvir as reclamações de que o roubo do juíz influenciou no resultado e meu time não vai mais disputar a libertadores. Aquele time ta comprando os resultados. O meu time esteve focado em outra competição.
E é exatamente onde eu queria chegar. Primeira rodada começou hoje. Pelo que eu sei, São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Santos, Grêmio e provavelmente mais alguns times estão jogando com times "mixtos" e será assim até eles terminarem as outras competições. Ai depois a torcida e os jogadores ficam se perguntando, cadê aquele ponto que tá faltando pra gente chegar ao título? Foi perdido agora no começo!!! Taí a resposta! Campeonato de pontos corridos começa no primeiro jogo. Os times e os torcedores brasileiros tem que se acostumar com isso. 3 pontos nesse fim de semana são mais do que o suficiente para colocar um time na libertadores ou dar o título pra eles.
Abraços a todos!
Voltamos a nos falar em Dezembro, quando eu provavelmente vou dizer: "Eu falei... eu falei..." hahahah
Quero falar sobre essa estrutura que vem sendo o CB há alguns anos. Campeonato de pontos corridos. Eu particularmente gosto e acho justo um campeonato organizado dessa forma. Esse tipo de campeonato premia o time mais constante e não o que cresce no momento da decisão. E nesse tipo de campeonato, cada ponto é um ponto importante. Cada empate que o time consegue fora de casa vai fazer diferença lá pra dezembro, quando estarão separando os times que vão pra Libertadores, Sulamericana, os que não fedem nem cheiram e os que vão amargurar a segunda divisão em 2011. E se preparem pra ouvir as reclamações de que o roubo do juíz influenciou no resultado e meu time não vai mais disputar a libertadores. Aquele time ta comprando os resultados. O meu time esteve focado em outra competição.
E é exatamente onde eu queria chegar. Primeira rodada começou hoje. Pelo que eu sei, São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Santos, Grêmio e provavelmente mais alguns times estão jogando com times "mixtos" e será assim até eles terminarem as outras competições. Ai depois a torcida e os jogadores ficam se perguntando, cadê aquele ponto que tá faltando pra gente chegar ao título? Foi perdido agora no começo!!! Taí a resposta! Campeonato de pontos corridos começa no primeiro jogo. Os times e os torcedores brasileiros tem que se acostumar com isso. 3 pontos nesse fim de semana são mais do que o suficiente para colocar um time na libertadores ou dar o título pra eles.
Abraços a todos!
Voltamos a nos falar em Dezembro, quando eu provavelmente vou dizer: "Eu falei... eu falei..." hahahah
(Emílio Lanna).
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Libertadores e o pitaco dos leitores.
No universo dos quinze leitores que se escondem por aqui, vocês podem perceber como ficou a votação sobre qual time brasileiro terá mais sucesso na Libertadores?! Flamengo, Cruzeiro e São Paulo levaram vantagem, com 4 votos cada; contra 2 votos para o Corinthians e 1 para o Internacional.
Como todos sabem, só o Corinthians já não luta mais pelo título sulamericano, após a eliminação diante do Flamengo - o Internacional acabou de se classificar. Agora é ver como será a sequência da competição...
Gostei muito, porque a enquete ficou por sete dias no blog e recebeu uma média de, aproximadamente, 2 votos por dia - o que é um luxo para esse modesto blog.
Daqui a pouco trago novas enquetes e também aceito sugestões dos amigos.
Ah, e claro, quando menos se esperar, um novo texto virá se acomodar por essas bandas.
Até mais e comentem à vontade.
Como todos sabem, só o Corinthians já não luta mais pelo título sulamericano, após a eliminação diante do Flamengo - o Internacional acabou de se classificar. Agora é ver como será a sequência da competição...
Gostei muito, porque a enquete ficou por sete dias no blog e recebeu uma média de, aproximadamente, 2 votos por dia - o que é um luxo para esse modesto blog.
Daqui a pouco trago novas enquetes e também aceito sugestões dos amigos.
Ah, e claro, quando menos se esperar, um novo texto virá se acomodar por essas bandas.
Até mais e comentem à vontade.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Saudade do que não vi.
Peguei aquela foto antiga do Pelé. Não sei ao certo o jogo e muito menos o ano da foto, mas o rei estava vestido com a camisa da Seleção e preparava-se para mais um voleio.
Parei no tempo junto com a foto, tentei entender o que se passava no mundo naquele momento, as situações sociais, políticas, as angústias da população que via desfilar um rei pelo gramado e, mesmo que só por aqueles minutos, se esqueciam de seus problemas e aflições.
Olhei aquele repórter atrás do gol, com cara de espanto, como mais um sujeito impressionado com as artimanhas de Pelé. Como deve ter sido bom ver esse sujeito jogar - pensei, com inveja.
Percebi que próximo a outros jornalistas havia uma criança, isso mesmo, um menino de uns 12 anos, com as duas mãos no rosto, como quem vai pela primeira vez num parque de diversões e se encanta com os brinquedos, seus tamanhos e suas cores. Mas, esses objetos de diversão estão sintetizados num homem (homem ou extraterrestre?). A criança está batizada, aquele rosto amparado pelas mãos é o resultado do encanto, de quem presenciou um conto de fadas sendo narrado na sua frente, ao vivo.
Imaginei esse menino, lá pelos anos 1960, chegando em casa e contando sobre o jogo para os parentes e amigos. Imaginei o exagero real, as invenções de qualquer criança sendo contadas com um aumento justificado por mais uma exibição de gala de Pelé. Desejei ser aquele menino, trocaria muitos objetos pessoais com ele para estar naquele jogo, faríamos um acordo que ultrapassa o tempo real, escreveria uma história encantadoramente vivida por mim. Mas, infelizmente, não tenho esse poder. Só me resta criar a sequência daquela jogada e daquele jogo.
...Foi um belo jogo, uma goleada brasileira pra cima do adversário, com dois gols de Pelé - sendo um de voleio. E eu estava lá, atrás do gol, presenciando cada movimento do maior jogador de todos os tempos. Agora posso contar, estive lá. Sou testemunha dos lances, dos gols, dos dribles...
Pronto, estou realizado, espalharei para os amigos que se escondem nesse blog mais essa aventura vivida no mundo concreto da minha mente. Que jogo, que noite, que atuação do Pelé! Se vocês vissem o tanto que nossa Seleção jogou.... Aí que saudade do que não vivi!
Parei no tempo junto com a foto, tentei entender o que se passava no mundo naquele momento, as situações sociais, políticas, as angústias da população que via desfilar um rei pelo gramado e, mesmo que só por aqueles minutos, se esqueciam de seus problemas e aflições.
Olhei aquele repórter atrás do gol, com cara de espanto, como mais um sujeito impressionado com as artimanhas de Pelé. Como deve ter sido bom ver esse sujeito jogar - pensei, com inveja.
Percebi que próximo a outros jornalistas havia uma criança, isso mesmo, um menino de uns 12 anos, com as duas mãos no rosto, como quem vai pela primeira vez num parque de diversões e se encanta com os brinquedos, seus tamanhos e suas cores. Mas, esses objetos de diversão estão sintetizados num homem (homem ou extraterrestre?). A criança está batizada, aquele rosto amparado pelas mãos é o resultado do encanto, de quem presenciou um conto de fadas sendo narrado na sua frente, ao vivo.
Imaginei esse menino, lá pelos anos 1960, chegando em casa e contando sobre o jogo para os parentes e amigos. Imaginei o exagero real, as invenções de qualquer criança sendo contadas com um aumento justificado por mais uma exibição de gala de Pelé. Desejei ser aquele menino, trocaria muitos objetos pessoais com ele para estar naquele jogo, faríamos um acordo que ultrapassa o tempo real, escreveria uma história encantadoramente vivida por mim. Mas, infelizmente, não tenho esse poder. Só me resta criar a sequência daquela jogada e daquele jogo.
...Foi um belo jogo, uma goleada brasileira pra cima do adversário, com dois gols de Pelé - sendo um de voleio. E eu estava lá, atrás do gol, presenciando cada movimento do maior jogador de todos os tempos. Agora posso contar, estive lá. Sou testemunha dos lances, dos gols, dos dribles...
Pronto, estou realizado, espalharei para os amigos que se escondem nesse blog mais essa aventura vivida no mundo concreto da minha mente. Que jogo, que noite, que atuação do Pelé! Se vocês vissem o tanto que nossa Seleção jogou.... Aí que saudade do que não vivi!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Abrindo alas para o craque.
Amigos, não costumo fazer isso, mas o texto do Tostão (ex-craque dos gramados e craque com as palavras) do último dia 09/12/09 merece ser partilhado com todos os leitores que se escondem por aqui. Acho perfeita a análise dele sobre o atual momento do futebol brasileiro e mundial, colocando sua visão sobre a importância do técnico para um time.
Aproveitem mais uma obra desse craque:
Aproveitem mais uma obra desse craque:
"Tostão
O antiprofessor
09 Dez 2009 - 00h24min
Andrade não é apenas o treinador que entende a linguagem dos jogadores, como diz o chavão.
Essa expressão é preconceituosa, como se o ex-atleta, sem diploma e sem um discurso professoral, não tivesse capacidade intelectual de comandar um grupo. Ainda mais se for negro.
Um grande título e um ótimo trabalho não são suficientes para se tornar, definitivamente, um grande treinador. Isso vale também para os jogadores e qualquer profissional. Só com o tempo, teremos certeza. Andrade ainda não é, mas tem tudo para ser um excelente técnico.
Andrade não tem nada a ver com os treinadores-professores. Andrade é o antiprofessor. Trabalha sem se notar.Andrade acabou com outro chavão, o de que Leonardo Moura e Juan teriam que jogar ao lado de três zagueiros.
Assim como o Flamengo, quase todas as seleções que irão ao Mundial atuam com dois zagueiros e dois laterais. As exceções são Chile, Uruguai e Grécia, como mostrou Paulo Vinícius Coelho, no caderno especial da Folha, após o sorteio dos grupos. Se Dunga quiser informações sobre a misteriosa Coreia do Norte, deveria ligar para o PVC..
Andrade não fez apenas mudanças táticas. Ensinou a Toró, Willians e Aírton como se joga futebol. Os três passavam todas as partidas correndo atrás dos adversários, muitas vezes com faltas e pontapés. E ainda recebiam elogios.
Excelente marcador é o que se posiciona bem, joga em pé, não dá carrinho, antevê o lance, antecipa ao adversário e ainda inicia o contra-ataque com um bom passe. É o que fazia Andrade.
Dou importância, mas nem tanto, como deram, às contratações de Álvaro e Maldonado. Depois que o time mudou a maneira de marcar, a ausência de um ou dos dois, em vários jogos, como no último, não prejudicou a marcação.
Além de atuar no mesmo esquema tático, o Flamengo, como a Seleção Brasileira, prefere marcar mais atrás e atrair o adversário para contra-atacar com poucos passes em direção ao gol. Quase todos os times do mundo jogam assim. É o futebol globalizado, eficiente, que veremos na Copa.
Prefiro outro estilo, de marcação mais adiantada, por pressão e com muita troca de passes, como joga o Barcelona. Todos marcam muito e todos jogam muito. O futebol fica mais bonito, sem perder a eficiência. Dos times brasileiros, o Cruzeiro é o que mais tenta jogar dessa forma.
Detesto ver jogadores que, para se livrar da bola, cruzam para a área. E, às vezes, dá certo. Com exceção de algumas poucas partidas entre as melhores equipes da Europa, o futebol que se joga lá é o mesmo que se joga aqui.
O futebol evoluiu na preparação física, na velocidade, nas jogadas ensaiadas, nos lances aéreos e em várias outras situações. Nada disso impede que se jogue também com muita troca de passes, criatividade e fantasia. É isso que dá encanto ao futebol.
O bolo, sem a cereja, fica feio, seco e amargo.
Não sou um sessentão saudosista, de achar que tudo no passado era melhor, nem um admirador do futebol moderno e do que se joga hoje na Europa. O futebol que gosto não é o do passado nem o do presente. Gosto de bom futebol."
Essa expressão é preconceituosa, como se o ex-atleta, sem diploma e sem um discurso professoral, não tivesse capacidade intelectual de comandar um grupo. Ainda mais se for negro.
Um grande título e um ótimo trabalho não são suficientes para se tornar, definitivamente, um grande treinador. Isso vale também para os jogadores e qualquer profissional. Só com o tempo, teremos certeza. Andrade ainda não é, mas tem tudo para ser um excelente técnico.
Andrade não tem nada a ver com os treinadores-professores. Andrade é o antiprofessor. Trabalha sem se notar.Andrade acabou com outro chavão, o de que Leonardo Moura e Juan teriam que jogar ao lado de três zagueiros.
Assim como o Flamengo, quase todas as seleções que irão ao Mundial atuam com dois zagueiros e dois laterais. As exceções são Chile, Uruguai e Grécia, como mostrou Paulo Vinícius Coelho, no caderno especial da Folha, após o sorteio dos grupos. Se Dunga quiser informações sobre a misteriosa Coreia do Norte, deveria ligar para o PVC..
Andrade não fez apenas mudanças táticas. Ensinou a Toró, Willians e Aírton como se joga futebol. Os três passavam todas as partidas correndo atrás dos adversários, muitas vezes com faltas e pontapés. E ainda recebiam elogios.
Excelente marcador é o que se posiciona bem, joga em pé, não dá carrinho, antevê o lance, antecipa ao adversário e ainda inicia o contra-ataque com um bom passe. É o que fazia Andrade.
Dou importância, mas nem tanto, como deram, às contratações de Álvaro e Maldonado. Depois que o time mudou a maneira de marcar, a ausência de um ou dos dois, em vários jogos, como no último, não prejudicou a marcação.
Além de atuar no mesmo esquema tático, o Flamengo, como a Seleção Brasileira, prefere marcar mais atrás e atrair o adversário para contra-atacar com poucos passes em direção ao gol. Quase todos os times do mundo jogam assim. É o futebol globalizado, eficiente, que veremos na Copa.
Prefiro outro estilo, de marcação mais adiantada, por pressão e com muita troca de passes, como joga o Barcelona. Todos marcam muito e todos jogam muito. O futebol fica mais bonito, sem perder a eficiência. Dos times brasileiros, o Cruzeiro é o que mais tenta jogar dessa forma.
Detesto ver jogadores que, para se livrar da bola, cruzam para a área. E, às vezes, dá certo. Com exceção de algumas poucas partidas entre as melhores equipes da Europa, o futebol que se joga lá é o mesmo que se joga aqui.
O futebol evoluiu na preparação física, na velocidade, nas jogadas ensaiadas, nos lances aéreos e em várias outras situações. Nada disso impede que se jogue também com muita troca de passes, criatividade e fantasia. É isso que dá encanto ao futebol.
O bolo, sem a cereja, fica feio, seco e amargo.
Não sou um sessentão saudosista, de achar que tudo no passado era melhor, nem um admirador do futebol moderno e do que se joga hoje na Europa. O futebol que gosto não é o do passado nem o do presente. Gosto de bom futebol."
sexta-feira, 26 de junho de 2009
1994, 2002 e agora?
Só que os meses foram se passando, os jogos se sucedendo e, junto com eles, o Brasil começou a ganhar mais partidas, inclusive contra grandes escretes mundiais, como Itália e Argentina. Pronto, agora o homem virou o gênio entre os técnicos, o verdadeiro conhecedor do futebol brasileiro, entre outros elogios...
Chega a ser engraçada essa mudança de postura dos jornalistas - não só esportivos, mas de todas as áreas. Como são maleáveis e prontos para uma mudança de rumo - e sem rumo. Hoje, no entanto, me prenderei a um fato curioso do técnico Dunga. Vamos a ele:
Sou muito crítico sobre o comando técnico da Seleção, além de quem está no comando da CBF (assunto para um dia de discussão e de inúmeros motivos). Penso que o anão Zangado (forma diferente de chamar nosso técnico) está sendo treinado por uma das maiores instituições do esporte mundial. Fora isso, não percebo a mão do simpático (sic) treinador na montagem do time dentro do campo. E aí mora a questão de hoje.
- Pode parecer absurdo, diria o amigo leitor, mas é isso mesmo. Não consigo ver nas quatro linhas um desenho tático determinado pelo treinador. Só para ilustrar, usarei dois exemplos: Muitos podem não gostar daquela Seleção Brasileira de 1994, montada pelo contestado técnico Parreira, mas, indiscutivelmente, aquele time tinha um jeito de jogar. Era nítido o esquema do Parreira, com muito toque de bola, bem armado taticamente e aproveitando o talento da dupla de ataque, Bebeto e, principalmente, Romário.
Além dessa equipe, em 2002 o Brasil foi pentacampeão tendo Felipão no comando. Mais uma vez, nossa seleção foi contestada, até pelo fato do treinador ter apostado no Ronaldo, que voltava de uma séria contusão e ter deixado no Brasil o baixinho Romário. Felipão conseguiu ganhar a confiança dos jogadores, montou uma equipe muito competitiva, com um bom sistema defensivo e com muita força, além dos talentos individuais de Ronaldinho e, principalmente, da dupla Rival e Ronaldo (artilheiro da Copa). A família Scolari estava formada e pronta para conquistar mais um título mundial.
E quanto ao cenário atual, o que podemos esperar dessa Seleção dunguista? Claro que Dunga tem suas qualidades, como por exemplo a disposição do grupo de jogadores em jogar com alma e total entrega pela seleção Brasileira. Estaríamos mais uma vez vendo nascer uma seleção controversa, mas com força para chegar ao título mundial? Sinceramente, não acredito. Não vejo um esquema definido pelo Dunga, não há jogadas ensaiadas dentro de campo, nem variações táticas. Penso que ele conta muito com os contra-ataques nos jogos contra as grandes seleções e com talento individual do jogador brasileiro. Mas, se o cenário é realmente esse, para que precisamos de técnico então? Basta apostarmos na alma e no habilidoso futebol canarinho.
Esse é o ponto. Ajudem a esclarecer esse blogueiro que não consegue enxergar um rumo vitorioso para a seleção dunguista. O que vocês imaginam? Estou sendo implicante com o treinador brasileiro? Me apontem um outro caminho que não consigo ver.
Um abraço e deixem seus comentários.
(Imagem retirada do site: http://elisalemos.com/images/papelaria/ilustracao/zangado.gif)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Reconstruindo o futebol europeu - novo cenário.
Bom, pessoal, estava pensando esse dias sobre a competitividade do futebol, principalmente em relação aos campeonatos europeus. Pensei em como seria possível comparar uma competição com outra, com o objetivo de saber qual é a equipe mais forte do mundo. Claro, dirão vocês, que para isso existem os campeonatos entre os clubes de lá - como Copa da UEFA e UEFA Champions League. Mas, e quanto aos campeonatos nacionais, há como misturar as equipes e ver qual é a mais forte do mundo? Pois bem, com essa pergunta na cabeça, peguei a tabela dos seis principais torneios nacionais do continente europeu (ALEMÃO, ESPANHOL, FRANCÊS, INGLÊS, ITALIANO e PORTUGUÊS) e misturei as cinco equipes mais bem colocadas nas competições - com os resultados atualizados do último fim de semana. Bem, como podem perceber na imagem, gerou um fato novo, uma tabela imaginária, ranqueada pelo critério de aproveitamento de cada equipe em seu campeonato local. Vale lembrar que o critério é esse: Aproveitamento nos campeonatos nacionais. Não levei em conta a dificuldade de cada competição nem a fragilidade das equipes, mesmo sabendo da importância desses fatores.
Vamos lá:
Vamos lá:
| | TIMES | PONTOS | JOGOS | VITÓRIA | APROVEITAM. |
| 1º | Barcelona | 78 | 31 | 25 | 83 |
| 2º | Real Madrid | 75 | 32 | 24 | 78 |
| 3º | Inter de Milão | 74 | 32 | 22 | 77 |
| 4º | Man. United | 71 | 31 | 22 | 76 |
| 5º | Porto | 57 | 25 | 17 | 76 |
| 6º | Liverpool | 71 | 33 | 20 | 71 |
| 7º | Sporting | 53 | 25 | 16 | 70 |
| 8º | Chelsea | 67 | 32 | 20 | 69 |
| 9º | Wolfsburg | 57 | 28 | 17 | 67 |
| 10º | Olympique de Marselia | 64 | 32 | 18 | 66 |
| 11º | Milan | 64 | 32 | 19 | 66 |
| 12º | Juventus | 64 | 32 | 19 | 66 |
| 13º | Benfica | 49 | 25 | 14 | 65 |
| 14º | Bayern de Munique | 54 | 28 | 16 | 64 |
| 15º | Hamburgo | 54 | 28 | 17 | 64 |
| 16º | Bordeaux | 62 | 32 | 18 | 64 |
| 17º | Lyon | 60 | 32 | 17 | 62 |
| 18º | Arsenal | 62 | 33 | 17 | 62 |
| 19º | Hertha Berlin | 52 | 28 | 16 | 61 |
| 20º | Sevilla | 57 | 31 | 17 | 61 |
| 21º | PSG | 59 | 32 | 18 | 61 |
| 22º | Stuttgart | 51 | 28 | 15 | 60 |
| 23º | Genoa | 57 | 32 | 16 | 59 |
| 24º | Toulouse | 56 | 32 | 15 | 58 |
| 25º | Fiorentina | 55 | 32 | 17 | 57 |
| 26º | Nacional | 43 | 25 | 12 | 57 |
| 27º | Braga | 42 | 25 | 11 | 56 |
| 28º | Valencia | 52 | 31 | 15 | 55 |
| 29º | Aston Villa | 54 | 33 | 15 | 54 |
| 30º | Atlético de Madrid | 49 | 31 | 14 | 52 |
(Pessoal, como vocês irão perceber na tabela, estão faltando os EMPATES, AS DERROTAS, O GOLS PRÓ, OS GOLS CONTRA E OS SALDOS DE GOL. Tive que tirá-los devida a configuração do meu blog. Tive que fazer uma tabela mais "magra" para caber nesse espaço. Para acompanhar a tabela completa, basta clicar no link: http://escondidin.nafoto.net/index.html).
OS 10+.
Somente na décima colocação, com Olimpique de Marselha, é que fechamos a participação de pelo menos uma equipe de cada país, sendo que, entre os dez primeiros, temos: 2 ESPANHÓIS (BARCELONA E REAL MADRID); 1 ITALIANO (INTER); 3 INGLESES (MANCHESTER UNITED, LIVERPOOL E CHELSEA); 2 PORTUGUESES (PORTO E SPORTING); 1 ALEMÃO (WOLFSBURG) E 1 FRANCÊS (OLIMPIQUE). Talvez esse seja mais um exemplo da força e da competitividade dos clubes ingleses nos torneios da Europa, já que são os únicos com três clubes nas dez primeiras posições.
CHAMPIONS LEAGUE NA TABELA.
Dos 4 semifinalistas da UEFA Champions League, Barcelona aparece em 1º na lista geral e o próximo adversário dos espanhóis, Chelsea, aparece em 8º. Do outro lado da disputa, o Manchester aparece em 4º na lista geral e o Arsenal pode ser considerado o patinho feio da disputa, já que só aparece em 18º, com 62% de aproveitamento no campeonato Inglês. Seriam os Gunners a zebra da competição européia? Pelos números, podemos dizer que sim.
DOBRADINHA ESPANHOLA.
Também não podemos deixar de mencionar a dobradinha de Barcelona e Real Madrid na tabela. Apesar dos pesares - e da questão do grau de dificuldade da competição já mencionado, o aproveitamento das duas equipes é louvável: 83% para os Catalães e 78% para o time da capital espanhola.
ORA POIS.
Quando o critério é defesa, para minha surpresa, as equipes de Portugal fazem bonito no cenário mundial. Dos cinco times portugueses relacionados nessa tabela, três tem as melhores defesas do mundo (sic!). São eles: Porto e Sporting com 16 gols sofridos e Braga com 17 golos em sua meta.
TRIO QUE VALE POR ONZE.
O brilho do trio de ouro do Barça, formado por Henry, Messi e Eto'o faz história e fica evidente nos números. Reparem que os Catalães já balançaram as redes 88 vezes no campeonato nacional. É impressionante, principalmente, se compararmos com o segundo lugar nesse quesito, o Real Madrid, com 73 gols feitos.
VITÓRIA PARA MAIS E PARA MENOS.
Outra observação interessante é o número de vitórias. Claro, ninguém ganhou mais que o Barça, 25, e ninguém ganhou menos que o Atlético de Madrid, "somente" 14 vitórias (vale sempre lembrar que aqui estão os cinco melhores times de cada país!).
PERDER, JAMAIS!
Por outro lado, há uma trinca de times tradicionais que conheceram muito pouco a tal - e temida - derrota: Inter de Milão, Porto e Liverpool só perderam duas vezes em suas jornadas nacionais.
JÁ A FIORENTINA...
Bom, a tradicional equipe italiana, mesmo com uma boa campanha no Calccio, ficou na frente num quesito pouco desejado: foram 11 infelizes derrotas.
REVIRANDO A TABELA.
Se a tabela fosse por saldo de gols... Bom, se o critério de saldos de gols reinasse no mundo da bola, teríamos algumas mudanças. A dobradinha das equipes espanholas continuaria, mas o Liverpool, 6º colocado no aproveitamento, pularia para a terceira colocação, com 38 gols de saldo, acompanhado de perto pelo Chelsea, com 35 gols. Ainda nesse quesito, o Sporting cairia de 7º para 15º e o Hamburgo, da Alemanha, de 15º para a última colocação (30º). Por falar na rabeira da tabela, o Atlético de Madrid pularia da incômoda lanterna (30º) para a 19º colocação.
-Bom, pessoal, essa foi só uma forma de descontrair com os números e, principalmente, de tentar entender um pouco de como funcionaria os campeonatos europeus se fossem colocados lado-a-lado. É claro que é só uma análise superficial, sem levar em consideração inúmeras questões importantes, como o equilíbrio de um campeonato em relação a outro e diferença de investimento de um país para outro. O que acharam de toda essa construção? Aguardo os comentários. Vocês conseguem enxergar outras curiosidades não mencionadas por esse blogueiro?
OS 10+.
Somente na décima colocação, com Olimpique de Marselha, é que fechamos a participação de pelo menos uma equipe de cada país, sendo que, entre os dez primeiros, temos: 2 ESPANHÓIS (BARCELONA E REAL MADRID); 1 ITALIANO (INTER); 3 INGLESES (MANCHESTER UNITED, LIVERPOOL E CHELSEA); 2 PORTUGUESES (PORTO E SPORTING); 1 ALEMÃO (WOLFSBURG) E 1 FRANCÊS (OLIMPIQUE). Talvez esse seja mais um exemplo da força e da competitividade dos clubes ingleses nos torneios da Europa, já que são os únicos com três clubes nas dez primeiras posições.
CHAMPIONS LEAGUE NA TABELA.
Dos 4 semifinalistas da UEFA Champions League, Barcelona aparece em 1º na lista geral e o próximo adversário dos espanhóis, Chelsea, aparece em 8º. Do outro lado da disputa, o Manchester aparece em 4º na lista geral e o Arsenal pode ser considerado o patinho feio da disputa, já que só aparece em 18º, com 62% de aproveitamento no campeonato Inglês. Seriam os Gunners a zebra da competição européia? Pelos números, podemos dizer que sim.
DOBRADINHA ESPANHOLA.
Também não podemos deixar de mencionar a dobradinha de Barcelona e Real Madrid na tabela. Apesar dos pesares - e da questão do grau de dificuldade da competição já mencionado, o aproveitamento das duas equipes é louvável: 83% para os Catalães e 78% para o time da capital espanhola.
ORA POIS.
Quando o critério é defesa, para minha surpresa, as equipes de Portugal fazem bonito no cenário mundial. Dos cinco times portugueses relacionados nessa tabela, três tem as melhores defesas do mundo (sic!). São eles: Porto e Sporting com 16 gols sofridos e Braga com 17 golos em sua meta.
TRIO QUE VALE POR ONZE.
O brilho do trio de ouro do Barça, formado por Henry, Messi e Eto'o faz história e fica evidente nos números. Reparem que os Catalães já balançaram as redes 88 vezes no campeonato nacional. É impressionante, principalmente, se compararmos com o segundo lugar nesse quesito, o Real Madrid, com 73 gols feitos.
VITÓRIA PARA MAIS E PARA MENOS.
Outra observação interessante é o número de vitórias. Claro, ninguém ganhou mais que o Barça, 25, e ninguém ganhou menos que o Atlético de Madrid, "somente" 14 vitórias (vale sempre lembrar que aqui estão os cinco melhores times de cada país!).
PERDER, JAMAIS!
Por outro lado, há uma trinca de times tradicionais que conheceram muito pouco a tal - e temida - derrota: Inter de Milão, Porto e Liverpool só perderam duas vezes em suas jornadas nacionais.
JÁ A FIORENTINA...
Bom, a tradicional equipe italiana, mesmo com uma boa campanha no Calccio, ficou na frente num quesito pouco desejado: foram 11 infelizes derrotas.
REVIRANDO A TABELA.
Se a tabela fosse por saldo de gols... Bom, se o critério de saldos de gols reinasse no mundo da bola, teríamos algumas mudanças. A dobradinha das equipes espanholas continuaria, mas o Liverpool, 6º colocado no aproveitamento, pularia para a terceira colocação, com 38 gols de saldo, acompanhado de perto pelo Chelsea, com 35 gols. Ainda nesse quesito, o Sporting cairia de 7º para 15º e o Hamburgo, da Alemanha, de 15º para a última colocação (30º). Por falar na rabeira da tabela, o Atlético de Madrid pularia da incômoda lanterna (30º) para a 19º colocação.
-Bom, pessoal, essa foi só uma forma de descontrair com os números e, principalmente, de tentar entender um pouco de como funcionaria os campeonatos europeus se fossem colocados lado-a-lado. É claro que é só uma análise superficial, sem levar em consideração inúmeras questões importantes, como o equilíbrio de um campeonato em relação a outro e diferença de investimento de um país para outro. O que acharam de toda essa construção? Aguardo os comentários. Vocês conseguem enxergar outras curiosidades não mencionadas por esse blogueiro?
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