Fala galera, mudei de endereço e estou sem internet. Nem sei até quando, mas... de qualquer forma, o ESCONDERIJO deve permanecer um tempo adormecido (ZZZZZzzzzzzzzzzz...).
Assim que der eu volto a postar mais textos. Continuem visitando esse blog que uma hora estarei de volta.
Abraço.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
...
Raridade no ESCONDERIJO, hoje vamos de poema desse que vos escreve:
Tem dias que o coração aperta,
parece dor de amor
não passa de angústia certa.
E mesmo que passe essa dor,
que outrora se chamava imaturidade
é preciso entender que o labor
dignifica a mocidade.
E agora que me vejo mais velho,
sou apenas o que sobrou do sonho.
Mesmo que jure ser sério,
não passo de uma máscara que ponho.
E para aqueles que julgam meus atos,
falo para ficarem com suas rotinas aborrecidas,
pois, o que de fato faço,
diz respeito a minha vida."
Tem dias que o coração aperta,
parece dor de amor
não passa de angústia certa.
E mesmo que passe essa dor,
que outrora se chamava imaturidade
é preciso entender que o labor
dignifica a mocidade.
E agora que me vejo mais velho,
sou apenas o que sobrou do sonho.
Mesmo que jure ser sério,
não passo de uma máscara que ponho.
E para aqueles que julgam meus atos,
falo para ficarem com suas rotinas aborrecidas,
pois, o que de fato faço,
diz respeito a minha vida."
sexta-feira, 24 de julho de 2009
"Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza".
A crítica do blog não vai diretamente para o Sesc nem para os envolvidos nessa empreitada. Eles merecem, na verdade, aplausos por colocarem a disposição da população diversos espetáculos que suprem a carência cultural dos teresopolitanos. A crítica vai para o abandono que essa população sofre por parte dos seus representantes. Só para vocês terem uma idéia, fui duas vezes me informar sobre eventos que gostaria de participar, mas os ingressos já estavam esgotados, pois, como mesmo disse o segurança do Sesc, "tem gente dormindo na fila para garantir sua entrada". Olhem bem como fica exposta nossa carência cultural! A disputa pelos ingressos chegam a esse ponto: "Dez horas da noite já tem gente na fila para conseguir um ingresso que só começará a ser distribuído na manhã seguinte" - confidenciou-me o segurança. O que explica isso? - martela essa pergunta em minha cabeça desde semana passada.
Acho que agora os governantes (e, porque não, os empresários) não têm mais desculpas para a falta de opção cultural que se apresenta no restante do ano. Com um mínimo de vontade política e, até mesmo, visão comercial, saberiam explorar muito bem esse público em potencial, trazendo durante o ano, outros espetáculos para a cidade. Assim, ganhariam os moradores, os comerciantes, o turismo da cidade e, consequentemente, os políticos. Mas, pergunto: Será que há interesse em investir nessa área, ou é muito melhor manter uma população alienada, sendo agraciada apenas na época das eleições?
O que vocês acham?
Deixem seus comentários.
(Imagem retirada do site: http://brunaantunes.files.wordpress.com/2009/06/teatro.jpg)
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domingo, 19 de julho de 2009
Encarte de domingo.
Estou aqui com o jornal O GLOBO aberto, lendo a coluna da Miriam Leitão e pensando no que devo blogar hoje - afinal de contas, faz um tempo que não venho por essas bandas. A única coisa que decidi é que não falarei sobre o fato de não ter assunto para ser escrito, pois esse tipo de texto já está muito batido. Nessa tentativa de descobrir um tema que sirva de inspiração, parei para observar a minha sobrinha aqui ao lado, fazendo uma bagunça daquelas.
Interessante, ela tem dois anos, mas conversa sem parar. Agora mesmo que estou (estava) lendo o jornal, ela veio e pediu para ler também. Passei logo para ela uma daquelas partes desinteressantes, carregadas de anúncios que todos os grandes jornais possuem. A baixinha se sentiu o máximo. Pegou a folha - de cabeça para baixo - cruzou as pernas e começou a viajar naquele mundo de diferentes cores e várias formas desconhecidas. Uma história infantil (no estilo Branca de Neve) foi sendo contada por aquela pequena criança e o encarte na mão. De uma forma ou de outra, ela estava fazendo parte daquele ritual da leitura-do-jornal-de-domingo, sentindo-se a pessoa mais importante do mundo.
O tempo foi passando e fui observando uma certa impaciência dominando aquele pequeno corpo. O barulho das folhas sendo maltratadas (amassadas) foi aumentando à medida que eu parava de dar a devida atenção e me concentrava na minha leitura. Quando, depois de alguns minutos, voltei os olhos para a pequena, ela estava aguardando um olhar meu, com um sorriso no rosto e o jornal completamento embolado no seu colo. Falei com ela se ela tinha terminado de ler, e ela confirmou com a cabeça. Percebi que ela ia perguntar o mesmo e já fui respondendo: - Vou terminar de ler aqui, tá? E ela não deixou por menos: - Depois vamos "bincá"?. Aceitei de imediato. Vi que aquela espera, aquele olhar, aquela impaciência com o jornal era apenas uma forma de estar perto do meu mundo para depois os papéis se inverterem e eu entrar no universo dela. Largei o jornal de lado (ele pode esperar, pensei) e fui "bincá" com a sobrinha. Só então entendi o verdadeiro sentido daqueles encartes de domingo cheios de cores e figuras em promoção.
Interessante, ela tem dois anos, mas conversa sem parar. Agora mesmo que estou (estava) lendo o jornal, ela veio e pediu para ler também. Passei logo para ela uma daquelas partes desinteressantes, carregadas de anúncios que todos os grandes jornais possuem. A baixinha se sentiu o máximo. Pegou a folha - de cabeça para baixo - cruzou as pernas e começou a viajar naquele mundo de diferentes cores e várias formas desconhecidas. Uma história infantil (no estilo Branca de Neve) foi sendo contada por aquela pequena criança e o encarte na mão. De uma forma ou de outra, ela estava fazendo parte daquele ritual da leitura-do-jornal-de-domingo, sentindo-se a pessoa mais importante do mundo.
O tempo foi passando e fui observando uma certa impaciência dominando aquele pequeno corpo. O barulho das folhas sendo maltratadas (amassadas) foi aumentando à medida que eu parava de dar a devida atenção e me concentrava na minha leitura. Quando, depois de alguns minutos, voltei os olhos para a pequena, ela estava aguardando um olhar meu, com um sorriso no rosto e o jornal completamento embolado no seu colo. Falei com ela se ela tinha terminado de ler, e ela confirmou com a cabeça. Percebi que ela ia perguntar o mesmo e já fui respondendo: - Vou terminar de ler aqui, tá? E ela não deixou por menos: - Depois vamos "bincá"?. Aceitei de imediato. Vi que aquela espera, aquele olhar, aquela impaciência com o jornal era apenas uma forma de estar perto do meu mundo para depois os papéis se inverterem e eu entrar no universo dela. Largei o jornal de lado (ele pode esperar, pensei) e fui "bincá" com a sobrinha. Só então entendi o verdadeiro sentido daqueles encartes de domingo cheios de cores e figuras em promoção.
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