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quinta-feira, 12 de março de 2009

Um fenômeno global.

Tudo bem, pessoal, eu também não aguento mais ouvir falar do Ronaldo e sua volta aos gramados pelo Corinthians. Mas um fato deve ser observado - e já está sendo bastante discutido. É impressionante a preferência do Fenômeno pela Rede Globo em entrevistas e exclusivas. O que estaria por trás desse fato? Seria a tentativa de estar em evidência na maior emissora do país, ou algum contrato entre as partes? Sinceramente, não sei. Não acredito que Ronaldo precise de qualquer emissora para aparecer, ele é um dos maiores fenômenos de audiência não só no Brasil. Então, o que responde esses questionamentos?

Não tenho a resposta, como podem perceber, mas gostaria de levantar isso junto com vocês, caros leitores.

Ontem mesmo - por indicação do sempre colaborador Rafael Horta - recebi um texto do Tostão que trata desse assunto. O craque dos gramados e das letras afirmou com propriedade: "Quando terminou o jogo, Ronaldo não quis falar no gramado. Mas foi só aparecer o repórter da Globo para ele dar entrevista, fora as inúmeras exclusivas que tem concedido à emissora. É a nova estrela global. Muitos jogadores e treinadores famosos fazem o mesmo. Em uma Copa do Mundo, essa preferência atinge níveis absurdos. Esse comportamento dos atletas e treinadores é um desrespeito com outros jornalistas".

Assistimos tudo muito de longe dos fatos, imaginando conspirações e tratados que, muitas vezes, não existem. Mas que soa estranha essa relação, isso não tenho dúvida. Ele poderia, pelo menos, alternar exclusivas com outras emissoras, dando vez a outros canais e mostrando que não é um ator Global.

Eu, como torcedor, tenho muita vontade de ver o Ronaldo brilhando novamente nos gramados. Ele é um atacante diferenciado, dos melhores que já vi jogar. Mas gostaria também, que todo esse fenômeno fosse transportado para fora dos campos, funcionando como um exemplo para jovens jogadores e para as crianças que o admiram. O jogador deveria ter a noção da dimensão que suas atitudes tomam, ele é responsável por formar valores na sociedade e moldar atitudes de jovens. Isso passa também pelo papelão das entrevistas globais. Não custa uma atitude mais democrática, dando espaço aos mais variados meios de comunicação, que na verdade, formam um canal entre a estrela e os receptores ávidos por uma palavra do jogador.

E você, o que acha desse circo que está se armando? Deixe seu comentário.

(Imagem retirada do site: http://i.a.cnn.net/si/2008/writers/tim_vickery/02/19/ronaldo.brazil/p1_ronaldo_0219.jpg)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Ficha Olímpica!

Dia 6 de junho eu escrevi nesse blog sobre a expressão tão usada hoje em dia: "Minha ficha ainda não caiu", depois que alguém é surpreendido por algum resultado inesperado. Com o fim das Olimpíadas o que não faltou foi essa frase batida. Veio de tudo quanto é lado, principalmente das mulheres brasileiras que brilharam (se é que podemos dizer que o desempenho do Brasil foi bom) em Pequim. No atletismo, no vôlei, no judô...
Devo ser chato mesmo, mas como é enjoada esta ficha que não cai nunca.
Se sou o repórter, quando recebesse essa resposta, devolveria da seguinte maneira: - Ah, sua ficha ainda não caiu? Então depois que cair, você me avisa que a gente faz a entrevista, ok? - desligaria o microfone e daria as costas para o ficheiro brasileiro. (Não faria nada disso, é claro, mas - ahhhhh - que expressão cansativa!!!!!!!)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

"Minha Ficha ainda não caiu": chatice!

Desculpem o mal-humor, mas o que deixou assim foi a expressão da moda: "Minha ficha ainda não caiu".

É impressionante o número de vezes que essa frase feita vem aparecendo nos meios de comunicação. Todo momento ouvimos essa declaração de pessoas extasiadas, eufóricas, surpreendidas por algo de bom. Aí não tem jeito, depois de falarem de toda felicidade que os invade naquele momento, elas não se aguentam e soltam a pérola: "Minha ficha ainda não caiu" - ou vai cair, tanto faz.

Olha, que chatice!

Sua abrangência é tamanha que vira figurinha fácil na boca de várias celebridades. Outro dia foi o ex-técnico do Flamengo, Joel Santana que, após conquistar mais um campeonato carioca contra o Botafogo, falou sobre o próximo jogo que seria decisivo na Libertadores, contra o América do México:

- Minha ficha ainda não caiu. Vamos comemorar o título e preparar o time para o próximo jogo.

Não teve jeito, a ficha caiu de novo.

Outro exemplo de como "a ficha" domina nosso mundo: Ouvi na rádio CBN sobre a comemoração da atriz brasileira, Sandra Corveloni, vencedora do prêmio de melhor atriz, no Festival de Cannes. A repórter entrou "ao vivo" falando da comemoração na casa da Sandra (que não foi receber o prêmio na França por problemas pessoais):

- A família e os amigos estão aqui comemorando com ela. Sandra está muito feliz, se diz surpresa com a vitória e que só terá a dimensão deste prêmio depois que sua ficha cair.

Lá vem a ficha outra vez... No esporte, no cinema e onde mais? - pergunta este cansativo escritor.

Confesso que já fiz - por uma ou duas vezes - uso dessa expressão, mas farei um esforço tremendo para não deixá-la sair de minha boca novamente.

Até porque, se for esperar as fichas cairem de fato, haja paciência!

Pessoas pelo mundo que passaram por aqui:

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