Os tentáculos do poder (dinheiro) não têm limites. Profundo isso? Pode até ser, mas vem acompanhado de uma notícia que acabo de ler na internet, mais especificamente no portal da BBC Brasil (http://www.bbc.co.uk/portuguese/). Os moradores de Londres estão protestando contra os planos da Igreja Universal do Reino de Deus de transformar um cinema histórico daquela cidade em um templo religioso. Isso mesmo, globalizaram a mutação de cinemas em igrejas. Esse fato já tão corriqueiro em terras brasileiras ganha ares universais ao atravessar o Atlântico e fazer por lá o que tanto se faz por aqui. A diferença é que nesses países mais sérios a população protesta quando percebe que uma construção histórica está sendo descaracterizada. Vejam que o referido cinema foi inaugurado em 1887 e já foi palco, inclusive, de shows de bandas do quilate de Beatles, Rolling Stones e The Who. Além disso, era lá que Alfred Hitchcock, ainda menino, freqüentava as salas de cinema. Pouca história esse prédio londrino? Pois bem, desde 2003 o bispo Edir Macedo adquiriu o cinema e luta para conseguir com as autoridades locais a autorização para a abertura de seu templo.
Temos de um lado do ringue a força e poder da igreja Universal, e do outro, a ONG inglesa “McGuffin Film Society", que luta para que a administração regional ofereça à Universal um prédio desocupado ao lado do cinema.
Bom, pessoal, estava pensando esse dias sobre a competitividade do futebol, principalmente em relação aos campeonatos europeus. Pensei em como seria possível comparar uma competição com outra, com o objetivo de saber qual é a equipe mais forte do mundo. Claro, dirão vocês, que para isso existem os campeonatos entre os clubes de lá - como Copa da UEFA e UEFA Champions League. Mas, e quanto aos campeonatos nacionais, há como misturar as equipes e ver qual é a mais forte do mundo? Pois bem, com essa pergunta na cabeça, peguei a tabela dos seis principais torneios nacionais do continente europeu (ALEMÃO, ESPANHOL, FRANCÊS, INGLÊS, ITALIANO e PORTUGUÊS) e misturei as cinco equipes mais bem colocadas nas competições - com os resultados atualizados do último fim de semana. Bem, como podem perceber na imagem, gerou um fato novo, uma tabela imaginária, ranqueada pelo critério de aproveitamento de cada equipe em seu campeonato local. Vale lembrar que o critério é esse: Aproveitamento nos campeonatos nacionais. Não levei em conta a dificuldade de cada competição nem a fragilidade das equipes, mesmo sabendo da importância desses fatores.
Vamos lá:
TIMES
PONTOS
JOGOS
VITÓRIA
APROVEITAM.
1º
Barcelona
78
31
25
83
2º
Real Madrid
75
32
24
78
3º
Inter de Milão
74
32
22
77
4º
Man. United
71
31
22
76
5º
Porto
57
25
17
76
6º
Liverpool
71
33
20
71
7º
Sporting
53
25
16
70
8º
Chelsea
67
32
20
69
9º
Wolfsburg
57
28
17
67
10º
Olympique de Marselia
64
32
18
66
11º
Milan
64
32
19
66
12º
Juventus
64
32
19
66
13º
Benfica
49
25
14
65
14º
Bayern de Munique
54
28
16
64
15º
Hamburgo
54
28
17
64
16º
Bordeaux
62
32
18
64
17º
Lyon
60
32
17
62
18º
Arsenal
62
33
17
62
19º
Hertha Berlin
52
28
16
61
20º
Sevilla
57
31
17
61
21º
PSG
59
32
18
61
22º
Stuttgart
51
28
15
60
23º
Genoa
57
32
16
59
24º
Toulouse
56
32
15
58
25º
Fiorentina
55
32
17
57
26º
Nacional
43
25
12
57
27º
Braga
42
25
11
56
28º
Valencia
52
31
15
55
29º
Aston Villa
54
33
15
54
30º
Atlético de Madrid
49
31
14
52
(Pessoal, como vocês irão perceber na tabela, estão faltando os EMPATES, AS DERROTAS, O GOLS PRÓ, OS GOLS CONTRA E OS SALDOS DE GOL. Tive que tirá-los devida a configuração do meu blog. Tive que fazer uma tabela mais "magra" para caber nesse espaço. Para acompanhar a tabela completa, basta clicar no link: http://escondidin.nafoto.net/index.html).
OS 10+.
Somente na décima colocação, com Olimpique de Marselha, é que fechamos a participação de pelo menos uma equipe de cada país, sendo que, entre os dez primeiros, temos: 2 ESPANHÓIS (BARCELONA E REAL MADRID); 1 ITALIANO (INTER); 3 INGLESES (MANCHESTER UNITED, LIVERPOOL E CHELSEA); 2 PORTUGUESES (PORTO E SPORTING); 1 ALEMÃO (WOLFSBURG) E 1 FRANCÊS (OLIMPIQUE). Talvez esse seja mais um exemplo da força e da competitividade dos clubes ingleses nos torneios da Europa, já que são os únicos com três clubes nas dez primeiras posições.
CHAMPIONS LEAGUE NA TABELA.
Dos 4 semifinalistas da UEFA Champions League, Barcelona aparece em 1º na lista geral e o próximo adversário dos espanhóis, Chelsea, aparece em 8º. Do outro lado da disputa, o Manchester aparece em 4º na lista geral e o Arsenal pode ser considerado o patinho feio da disputa, já que só aparece em 18º, com 62% de aproveitamento no campeonato Inglês. Seriam os Gunners a zebra da competição européia? Pelos números, podemos dizer que sim.
DOBRADINHA ESPANHOLA.
Também não podemos deixar de mencionar a dobradinha de Barcelona e Real Madrid na tabela. Apesar dos pesares - e da questão do grau de dificuldade da competição já mencionado, o aproveitamento das duas equipes é louvável: 83% para os Catalães e 78% para o time da capital espanhola.
ORA POIS.
Quando o critério é defesa, para minha surpresa, as equipes de Portugal fazem bonito no cenário mundial. Dos cinco times portugueses relacionados nessa tabela, três tem as melhores defesas do mundo (sic!). São eles: Porto e Sporting com 16 gols sofridos e Braga com 17 golos em sua meta.
TRIO QUE VALE POR ONZE.
O brilho do trio de ouro do Barça, formado por Henry, Messi e Eto'o faz história e fica evidente nos números. Reparem que os Catalães já balançaram as redes 88 vezes no campeonato nacional. É impressionante, principalmente, se compararmos com o segundo lugar nesse quesito, o Real Madrid, com 73 gols feitos.
VITÓRIA PARA MAIS E PARA MENOS.
Outra observação interessante é o número de vitórias. Claro, ninguém ganhou mais que o Barça, 25, e ninguém ganhou menos que o Atlético de Madrid, "somente" 14 vitórias (vale sempre lembrar que aqui estão os cinco melhores times de cada país!).
PERDER, JAMAIS!
Por outro lado, há uma trinca de times tradicionais que conheceram muito pouco a tal - e temida - derrota: Inter de Milão, Porto e Liverpool só perderam duas vezes em suas jornadas nacionais.
JÁ A FIORENTINA...
Bom, a tradicional equipe italiana, mesmo com uma boa campanha no Calccio, ficou na frente num quesito pouco desejado: foram 11 infelizes derrotas.
REVIRANDO A TABELA.
Se a tabela fosse por saldo de gols... Bom, se o critério de saldos de gols reinasse no mundo da bola, teríamos algumas mudanças. A dobradinha das equipes espanholas continuaria, mas o Liverpool, 6º colocado no aproveitamento, pularia para a terceira colocação, com 38 gols de saldo, acompanhado de perto pelo Chelsea, com 35 gols. Ainda nesse quesito, o Sporting cairia de 7º para 15º e o Hamburgo, da Alemanha, de 15º para a última colocação (30º). Por falar na rabeira da tabela, o Atlético de Madrid pularia da incômoda lanterna (30º) para a 19º colocação.
-Bom, pessoal, essa foi só uma forma de descontrair com os números e, principalmente, de tentar entender um pouco de como funcionaria os campeonatos europeus se fossem colocados lado-a-lado. É claro que é só uma análise superficial, sem levar em consideração inúmeras questões importantes, como o equilíbrio de um campeonato em relação a outro e diferença de investimento de um país para outro. O que acharam de toda essa construção? Aguardo os comentários. Vocês conseguem enxergar outras curiosidades não mencionadas por esse blogueiro?
Pequena reflexão desse blogueiro: Li na Folha online que na Espanha, abalada por um crescente desemprego na casa dos 15% da população ativa, a moda do momento é vender os órgãos para ganhar uma grana e vencer a crise. Isso mesmo, a população daquele país procura sites especializados (sic!) nesse comércio inusitado. São colocados a disposição dos compradores rins, pulmões e medula óssea. O desespero é tanto que é como se o cidadão deixasse um pedaço do seu corpo numa prateleira para ser comprada por algum interessado.
As autoridades espanholas já estão fechando o cerco contra esse tipo de site. Vamos ver até onde isso vai. Agora, caros amigos, já pensou se a moda pega no Brasil? Se a cada crise o povo brasileiro resolver leiloar um órgão? Teríamos um grande comércio, rodeado de pessoas (literalmente) vazias, fazendo ecos em seus corpos nus. Faríamos parte de uma nata da venda de órgãos. Qual cenário vocês imaginam para o Brasil nesse mundo dos "órgãos a venda"?
Passei o cadarço no canto do dedo e parei minhas ações. Lembrei que continuar aquela caminhada era ir de encontro com interrogações que inflamam minha mente. Voltei para a ação de amarrar o tênis. Borbulhei interrogações que saiam aos montes. Caminhei para a porta e parti em direção ao nada. Conferi a música que começaria naquele momento e guardei o objeto tocar de mp3 no bolso. Mais uma vez caía uma leve chuva na cidade.
Andei alguns segundos para aquecer o corpo (e a alma) e comecei a correr. Os passos eram ditados pelo ritmo da batida que entrava pelos ouvidos. Eu parecia estar cego para o que se passava ao meu redor. Era o único ser que reinava naquele momento.
Com o passar dos segundos e dos minutos, meu corpo produzia um suor que ia de encontro com a garoa. Era uma mistura do quente com o frio; da impureza produzida pelo meu corpo, com a perfeição enviada pela natureza.
Minhas pernas cansavam de forma gradual. Iniciei uma diminuída de ritmo até parar completamente. Dali para uma leve caminhada, e da caminha para casa. Nesse caminho, passei por espelhos que refletiam aquele homem entregue as suas fraquezas físicas. Estava cansado e me sentia velho. Era uma sensação indescritível, mas real.
Cheguei em casa e devorei alguns copos de água. Impressionante o poder desse líquido mágico. Minhas coxas doíam, como se eu tivesse jogado uma partida de futebol por horas. Joguei-me no sofá adiando um pouco mais o merecido - e necessário - banho. Tentei entender essa loucura de sair de casa estando bem e voltar assim: um trapo. - Nós seres humano temos cada uma... - confidenciei para mim mesmo.
Enquanto me divertia com esse diálogo interior, caminhando para o chuveiro, pude perceber o quanto esse contestado exercício físico tinha aumentado minha auto-estima e minha disposição. É um verdadeiro paradoxo, mas esses poucos minutos mudaram completamente minha postura e meu ânimo. Sentia-me mais forte e pronto para continuar com o dia que se iniciava. Tomei o banho mais depressa para não perder esse ânimo surreal proporcionado pela atividade física. Lembrei o quanto isso faz bem e o quanto adio corridas que me levantariam aos céus.
Fiz mais uma promessa de continuar correndo com regularidade, pelo menos três vezes por semana. Mas, antes que me convencesse, já estava duvidando de mim mesmo. Aquele dia rendeu de mais, pena que três semanas se passaram e, hoje, aquela corrida abençoada virou uma lembrança e um incentivo para recomeçar amanhã.