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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Um olho no peixe e outro no gato.

Opa, voltei ao Esconderijo. Só uma escondida rápida, já que estou com um olho no teclado e outro no relógio. Hoje vim aqui no estilo twitter de ser, ou seja, com limite de texto e caractere. Vocês viram que eu coloquei uma enquete no começo do blog, tudo para matar uma curiosidade pessoal sobre a opinião do povo - vocês, nós, etcs... - sobre a Seleção Brasileira. Votem lá e façam um blogueiro feliz. :)

Não vou perder tempo - talvez perca o ônibus já-já - falando mais uma vez da Seleção, nem de política, nem de nada desse ramo tradicionalmente brasileiro. Hoje também não tem conto, nem divagação desse que vos escreve. Resumindo, amigos, hoje não tem nada. Sinto muito, mas é a verdade. Obrigado por lerem mais esse texto. Volto depois com mais calma.

Ah, uma sugestão, escrevam um texto para eu publicar nesse espaço. O que acham da idéia? Mãos à obra e até breve.

Fui!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Salada.

E o mundo continua em ebulição. São Sarneys (só um como exemplo de muitos políticos da mesma espécie)se aproveitando dos desmandos na política, Adriano faltando a mais um treino no Flamengo, Cruzeiro chegando a mais uma final de Libertadores - com todos os méritos, Corinthians passeando pelo gramado do Beira Rio e conquistando mais uma Copa do Brasil, aviões caindo mundo afora, gripe suina se espalhando pelo Brasil e pelo mundo, crise em Honduras, aumento na venda de automóveis do Brasil, Dunga conquistando mais um título, e o mundo gira e gira... UFA.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

1994, 2002 e agora?

Nossa imprensa tem umas particularidades interessantes, principalmente a grande mídia brasileira. Até outro dia, por exemplo, o técnico Dunga era contestado nos programas esportivos, sua falta de experiência era tida como fator principal para o - até então - fracasso da seleção. Todos queriam a cabeça do pobre homem numa bandeja e já cogitavam outros nomes para a vaga.

Só que os meses foram se passando, os jogos se sucedendo e, junto com eles, o Brasil começou a ganhar mais partidas, inclusive contra grandes escretes mundiais, como Itália e Argentina. Pronto, agora o homem virou o gênio entre os técnicos, o verdadeiro conhecedor do futebol brasileiro, entre outros elogios...

Chega a ser engraçada essa mudança de postura dos jornalistas - não só esportivos, mas de todas as áreas. Como são maleáveis e prontos para uma mudança de rumo - e sem rumo. Hoje, no entanto, me prenderei a um fato curioso do técnico Dunga. Vamos a ele:

Sou muito crítico sobre o comando técnico da Seleção, além de quem está no comando da CBF (assunto para um dia de discussão e de inúmeros motivos). Penso que o anão Zangado (forma diferente de chamar nosso técnico) está sendo treinado por uma das maiores instituições do esporte mundial. Fora isso, não percebo a mão do simpático (sic) treinador na montagem do time dentro do campo. E aí mora a questão de hoje.

- Pode parecer absurdo, diria o amigo leitor, mas é isso mesmo. Não consigo ver nas quatro linhas um desenho tático determinado pelo treinador. Só para ilustrar, usarei dois exemplos: Muitos podem não gostar daquela Seleção Brasileira de 1994, montada pelo contestado técnico Parreira, mas, indiscutivelmente, aquele time tinha um jeito de jogar. Era nítido o esquema do Parreira, com muito toque de bola, bem armado taticamente e aproveitando o talento da dupla de ataque, Bebeto e, principalmente, Romário.

Além dessa equipe, em 2002 o Brasil foi pentacampeão tendo Felipão no comando. Mais uma vez, nossa seleção foi contestada, até pelo fato do treinador ter apostado no Ronaldo, que voltava de uma séria contusão e ter deixado no Brasil o baixinho Romário. Felipão conseguiu ganhar a confiança dos jogadores, montou uma equipe muito competitiva, com um bom sistema defensivo e com muita força, além dos talentos individuais de Ronaldinho e, principalmente, da dupla Rival e Ronaldo (artilheiro da Copa). A família Scolari estava formada e pronta para conquistar mais um título mundial.

E quanto ao cenário atual, o que podemos esperar dessa Seleção dunguista? Claro que Dunga tem suas qualidades, como por exemplo a disposição do grupo de jogadores em jogar com alma e total entrega pela seleção Brasileira. Estaríamos mais uma vez vendo nascer uma seleção controversa, mas com força para chegar ao título mundial? Sinceramente, não acredito. Não vejo um esquema definido pelo Dunga, não há jogadas ensaiadas dentro de campo, nem variações táticas. Penso que ele conta muito com os contra-ataques nos jogos contra as grandes seleções e com talento individual do jogador brasileiro. Mas, se o cenário é realmente esse, para que precisamos de técnico então? Basta apostarmos na alma e no habilidoso futebol canarinho.

Esse é o ponto. Ajudem a esclarecer esse blogueiro que não consegue enxergar um rumo vitorioso para a seleção dunguista. O que vocês imaginam? Estou sendo implicante com o treinador brasileiro? Me apontem um outro caminho que não consigo ver.

Um abraço e deixem seus comentários.

(Imagem retirada do site: http://elisalemos.com/images/papelaria/ilustracao/zangado.gif)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sonho?

Sabe quando você acorda assustado depois de um sonho terrível? Pois bem, foi assim que acordei hoje. Estava preenchendo uma ficha de emprego quando percebi que meu sobrenome havia mudado. Tomei um susto com essa novidade inexplicável, presente só mesmo num sonho. Meu nome não estava lá como antes, agora havia um acréscimo terrível: Depois do até então último nome, Gomes, foi acrescentado por minhas mãos involuntárias, um conhecido sobrenome: Sarney.

Fiquei impressionado. Veio-me na mente os atos secretos da vida, a atuação nebulosa no Senado Federal, os podres históricos de um homem historicamente (e, por que não, eternamente) lembrado por ser o presidente da democracia, o sucessor da ditadura militar. Nesse momento dei pulos involuntários no pequeno colchão que cobre minha cama. Ainda desacordado, me senti culpado por essa nova personalidade assumida, um legado para lá de complicado.

Tentei acordar, mas não foi possível. Nessas horas o sono é um castigo duro, digno de lamento. Corri pelo meu quarto de olhos fechados, buscava nas batidas que dava no armário, na cama, e na mesa um despertar dolorido; mas nada.

Busquei um pecado enorme que poderia ter feito para merecer tamanho castigo, só que não encontrei um sequer dessa magnitude. Jurei para mim mesmo que, caso o feitiço passasse, falaria aos meus pais no outro dia o quanto amo o nome que escolheram. Pensei em cada letra que forma o novo último nome; rezei.

Por um minuto viajei pelo Maranhão, sentindo o apontar dos dedos do povo simples em minha direção. Não queria fazer parte daquela culpa, mas era inevitável. A pobreza e o desmando daqueles lugares eram obra de pessoas que - agora - faziam parte de meu convívio.

Por alguns segundos, e mesmo por esses míseros momentos, mergulhei nos desmandos e no esconderijo de uma instituição Federal, tratada como o quintal de casa de minha família. Eram inúmeras acusações, enormes descasos, vergonhosas atitudes - tudo agora em minha direção.

Desviei dessas pedras institucionalizadas da grande mídia, quase me apoderei do discurso de meu novo brasão familiar. Se continuasse por mais alguns minutos, possivelmente me transformaria, de fato, no que temia.

Um forte clarão iluminou meu quarto - e minha alma. Acordei assustado e tentando entender o porquê daquilo tudo. Busquei rapidamente minha carteira na ânsia de conferir em meu documento de identidade meu verdadeiro ser. Estava lá, o meu nome terminava (só) em Gomes novamente.

Ufa! Atirei-me na cama. Respirei aliviado e quase peguei no sono. Nesse momento o sonho (pesadelo) voltou claro em minha mente. Tentei tirar um lado bom (sic) desse mistério: - Se eu tivesse esse sobrenome, não teria mais que procurar emprego. Bastaria enviar meus dados ao Senado e garantir uns míseros doze mil reais por mês. Nada mal. Êhh, Brasil! - ri envergonhado e dormi mais meia-hora.

Pessoas pelo mundo que passaram por aqui:

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