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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Lincharam todos nós.

Há muito tempo venho ensaiando colocar essas inquietações no papel, mas os sucessivos acontecimentos têm tirado meu fôlego: Jovem morto atingido por vaso sanitário jogado num estádio de futebol, em Recife; criança morta pela madrasta; mulher linchada, confundida com uma suposta procurada da justiça; caso de racismo no futebol; mulher arrastada pelo carro da PM; criança encontrada morta dentro da máquina de lavar, crime motivado pelo ciúme do primo em relação ao presente de páscoa,... Chega!




(Imagem retirada do site: http://migre.me/j6QcS)


Está complicado, a atmosfera de nossas vidas está diferente, parece mais pesada, pelo menos aqui no Brasil. A violência está tomando uma concretude medieval. Mas em pleno século XXI?

Tenho buscado entender o porquê de tantos casos assim, tendenciando muito colocar a culpa nos políticos, seus atos (?), omissões, mas acho muito rasteiro, como tirar a responsabilidade própria e sentar no comodismo. Mas então, onde precisamos atuar? Estamos passando por um período de transição? As coisas estão nessa violência toda para chegar numa estabilidade? Perdido!

As perguntas são muitas mesmo, as respostas que são tão raras. É difícil analisar o presente, precisamos de um distanciamento, de deixar acontecer, mas acontecer mais o que?! 

Qual o caminho para sair dessa onda caótica, respirar um pouco para não sufocar?! Buscar nos livros, na educação, na religião, nos relacionamentos interpessoais; alguma pista?

No meio do tiroteio de informações, do tempo real, das redes sociais, parece que o sentimento pulverizou. Talvez devêssemos desligar um pouco as máquinas, os 3Gs, pisar no chão da rua olhando para os lados, apostar nas relações, na amizade, viver um amor de verdade... Mas ainda é muito pouco, é só uma contribuição para tentar amenizar os acontecimentos. 

Não tenho respostas. 

Matar uma pessoa por linchamento, sem prova alguma (mesmo se tivesse prova, o papel de julgar e prender não é da população), é uma das coisas mais covardes que se pode produzir numa sociedade. Está preso na garganta ainda. Chega!

2 comentários:

André dos Santos disse...

É difícil apontar uma solução diante desta situação caótica, mas se fosse apostar minha fichas,apostaria na educação, não só na educação que recebemos nas escolas, mas principalmente na educação que recebemos em casa, ou que deveríamos receber. Os pais estão se omitindo,culpar os políticos pela situação degradante do nosso país é muito vago. Respeito, honestidade, caráter e ética se aprende em casa, passa de pai pra filho.

Carlinhos Horta disse...

Falou tudo, André. O caminho é investir pesado em educação, tanto na escola, como em casa.

Falta muita coisa nesse nosso país.

Valeu pela visita no Escondidin. Abraço

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