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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Abrindo alas para o craque.

Amigos, não costumo fazer isso, mas o texto do Tostão (ex-craque dos gramados e craque com as palavras) do último dia 09/12/09 merece ser partilhado com todos os leitores que se escondem por aqui. Acho perfeita a análise dele sobre o atual momento do futebol brasileiro e mundial, colocando sua visão sobre a importância do técnico para um time.
Aproveitem mais uma obra desse craque:

"Tostão
O antiprofessor

09 Dez 2009 - 00h24min

Andrade não é apenas o treinador que entende a linguagem dos jogadores, como diz o chavão.
Essa expressão é preconceituosa, como se o ex-atleta, sem diploma e sem um discurso professoral, não tivesse capacidade intelectual de comandar um grupo. Ainda mais se for negro.

Um grande título e um ótimo trabalho não são suficientes para se tornar, definitivamente, um grande treinador. Isso vale também para os jogadores e qualquer profissional. Só com o tempo, teremos certeza. Andrade ainda não é, mas tem tudo para ser um excelente técnico.

Andrade não tem nada a ver com os treinadores-professores. Andrade é o antiprofessor. Trabalha sem se notar.Andrade acabou com outro chavão, o de que Leonardo Moura e Juan teriam que jogar ao lado de três zagueiros.

Assim como o Flamengo, quase todas as seleções que irão ao Mundial atuam com dois zagueiros e dois laterais. As exceções são Chile, Uruguai e Grécia, como mostrou Paulo Vinícius Coelho, no caderno especial da Folha, após o sorteio dos grupos. Se Dunga quiser informações sobre a misteriosa Coreia do Norte, deveria ligar para o PVC..

Andrade não fez apenas mudanças táticas. Ensinou a Toró, Willians e Aírton como se joga futebol. Os três passavam todas as partidas correndo atrás dos adversários, muitas vezes com faltas e pontapés. E ainda recebiam elogios.

Excelente marcador é o que se posiciona bem, joga em pé, não dá carrinho, antevê o lance, antecipa ao adversário e ainda inicia o contra-ataque com um bom passe. É o que fazia Andrade.

Dou importância, mas nem tanto, como deram, às contratações de Álvaro e Maldonado. Depois que o time mudou a maneira de marcar, a ausência de um ou dos dois, em vários jogos, como no último, não prejudicou a marcação.

Além de atuar no mesmo esquema tático, o Flamengo, como a Seleção Brasileira, prefere marcar mais atrás e atrair o adversário para contra-atacar com poucos passes em direção ao gol. Quase todos os times do mundo jogam assim. É o futebol globalizado, eficiente, que veremos na Copa.

Prefiro outro estilo, de marcação mais adiantada, por pressão e com muita troca de passes, como joga o Barcelona. Todos marcam muito e todos jogam muito. O futebol fica mais bonito, sem perder a eficiência. Dos times brasileiros, o Cruzeiro é o que mais tenta jogar dessa forma.

Detesto ver jogadores que, para se livrar da bola, cruzam para a área. E, às vezes, dá certo. Com exceção de algumas poucas partidas entre as melhores equipes da Europa, o futebol que se joga lá é o mesmo que se joga aqui.

O futebol evoluiu na preparação física, na velocidade, nas jogadas ensaiadas, nos lances aéreos e em várias outras situações. Nada disso impede que se jogue também com muita troca de passes, criatividade e fantasia. É isso que dá encanto ao futebol.

O bolo, sem a cereja, fica feio, seco e amargo.

Não sou um sessentão saudosista, de achar que tudo no passado era melhor, nem um admirador do futebol moderno e do que se joga hoje na Europa. O futebol que gosto não é o do passado nem o do presente. Gosto de bom futebol."

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mundo virtual X Mundo real.

Vejo o orkut como uma ferramenta de grandes proporções entre os brasileiros. O que acontece ali é imediatamente espalhado pelos pares, numa velocidade impressionante. Por outro lado, vejo esse mesmo meio como uma forma desesperada de ser percebido pela sociedade. Explico: As constantes atualizações, as inúmeras ferramentas que fomentam o atual momento da pessoa - em relação a relacionamento, trabalho, sentimento do dia, fotos em eventos - são para mim como um grito, como um acenar de mãos acompanhado de: “Ei todos que fazem parte da minha rede, vejam, não estou mais casado, ou não estou mais trabalhando naquela empresa, ou, fui para Cabo Frio no carnaval, ou ainda, vejam minhas novas comunidades, leiam as entrelinhas e perceberão o que estou sentindo e querendo da vida". Curioso isso, porque é através dessas comunidades que as pessoas esperam ser entendidas - lidas - pelas demais.

Quando se vai a algum evento de grandes proporções, como numa corrida de fórmula 1 por exemplo, o sujeito chega em casa e já procura a comunidade: “Fórmula 1 no Brasil, eu fui!”. Quando a pessoa se interessa por outra, mas não quer ser direta nem indiscreta, procura logo uma daquelas comunidades: “O que tem que ser meu, será meu”. Todos os amigos da rede olham aquela comunidade e podem não entender nada, mas o recado foi dado e, claro, só pode ser para uma pessoa daquele ciclo social.

É interessante essa construção de laços virtuais. Mantemos nossa vida real paralela a esse mundo da internet. Só que, e a real importância desse mundo on-line? Que tipo de relação se é construída de fato nesse universo? Elas substituem os reais encontros, as histórias da relações entre as pessoas? E as durezas e as dificuldades da vida, podem ser resolvidas nesse universo sem profundidade da internet?

Eu tenho minha resposta para essas perguntas. Acredito que longe da máquina, nas ruas e nas relações interpessoais, o desafio é muito maior. Não há muito espaço para relacionamentos com o mínimo de interligação, não se tem como “deletar” um problema desligando o computador ou bloqueando alguém de sua rede. Os problemas no mundo real são obrigatoriamente encarados de frente (querendo ou não), cada um a sua maneira. Por outro lado, as alegrias, as demonstrações de amizade e de amor são muito mais genuínas no plano real do que os formados pelos fios dos pcs. O sorriso de um grande amor, uma declaração de carinho, amizade ou confiança, valem muito mais do que fotos, textos pré-moldados, conversas superficiais e um apelo virtual do tipo: "Vejam como está minha vida, vejam minhas fotos, vejam minhas comunidades, desvendam meus pensamentos..."

Posso estar nadando contra a corrente dos jovens de hoje, mas prefiro remar sozinho para um lado que acredito do que fazer parte de um universo preestabelecido, onde tudo e todos parecem repetir gestos e atitudes, como um rebanho muito bem treinado.

E você, o que acha disso tudo? Deixe sua opinião?!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O curioso beicinho do ex-rei.

Vocês conhecem a história daquele “tiozinho” que, depois de passar anos trabalhando num mesmo cargo, se aposenta e passa - devido a inatividade - a azedar bravatas sobre o seu substituto?! Pois é, esse mesmo senhor, que por anos ficou centralizado sob as luzes do poder, apequena-se num mundo novo, onde sua fama e suas transloucadas idéias soam como vozes inauditas pelos demais. Esse ciclo de troca do poder, onde a cadeira de rei de hoje será ocupada por uma nova majestade amanhã, muitas vezes produz um instinto depressivo em quem perde a coroa e fica resmungando do novo sucesso no reinado. Não adiantam os chiliques da elite inconformado por essa troca, não adianta os que apelam por qualquer motivo para desqualificar o novo Rei, o sucesso está nas ruas, na aprovação dos súditos ao novo monarca, de uma forma simples, cristalina, daqueles que sempre sofreram com a pobreza, mas que, pelo menos agora, vêem uma saída para suas dificuldades.

O novo rei, aliás, poderia ser mais poderoso se cumprisse de fato com o que prometia em suas subidas ao palanque: falta maior investimento em educação e, principalmente, em saúde; mas, pelo menos agora as coisas estão - mesmo que vagarosamente - andando. As universidades federais percebem o investimento melhor em pesquisas científicas, com apoio de empresas estatais em projetos de suma importância para o desenvolvimento do país, abrindo espaço para o crescimento dos jovens pesquisadores. O campo diplomático brasileiro nunca foi tão valorizado, o país nunca foi tão respeitado lá fora e visto (quase) de igual para igual com grandes potências de outrora. Mas isso passa em branco em mentes cegas de quem quer enxergar aquilo que interessa. Aí não há argumentos para gastar nesse humilde blog que faça a pessoa pensar ao contrário - nem pretendo isso, na verdade. Cada um segue suas idéias. Só acho curioso é que, em grande parte das vezes, o argumento para desqualificar o atual monarca seja o escracho de um sujeito simples, oriundo de um trabalho braçal, mas que chegou ao poder com toda limpeza que uma democracia proporciona. Isso não importa, o que vale, na verdade, é o inverso da lógica do time de futebol. Vamos a ela:

Suponhamos que um torcedor do América do Rio veja as eleições para a presidência do clube se aproximarem. Ele, como todo fanático, tem seu candidato de preferência por “n” motivos. Só que, pelo fato de ser uma eleição democrata, ele percebe a derrota do seu candidato e, mais que isso, a vitória do sujeito que ele menos gostaria. Pronto, está tudo acabado. Ele não mais torcerá para seu clube, deixará de ir aos estádios, e mais, torcerá para que o América permaneça no submundo do futebol brasileiro, certo? Claro que não, independente das questões políticas, ele será fiel ao seu princípio de ligação ao clube, torcendo para o sucesso daquela nova gestão, mesmo que para isso, lá na frente e de volta a elite do futebol nacional ela reconheça: É, o presidente fez um ótimo trabalho e merece continuar no cargo!

Tracei esse paralelo mesmo percebendo que os sentimentos entre política e futebol, apesar de algumas semelhanças, são de intensidades diferentes. Até confesso, não sou hipócrita, que quando um candidato está no poder, contra meu gosto pessoal, procuro muito mais os defeitos do que reconhecer as qualidades, acredito, inclusive, que isso seja natural do ser humano. Só não entendo, caros amigos, como os argumentos de pessoas esclarecidas, vão ao limbo para desqualificar o rei e seus pares. A falta de razão se mistura com um sentimento infantil de desqualificar por desqualificar. Argumentos completamente irracionais sobem ao tabuleiro das relações cotidianas e até assustam pelas palavras impensadas. Coisas do tipo: “metalúrgico no poder?! Argh...”; “fizeram filme para homenageá-lo, já ta querendo eleger a Dilma”; “nove dedos em reunião da ONU, que vergonha pro Brasil”; outro que ouvi de um senador do DEM, no programa “Pânico, da Rede TV”: “esse senhor faz aniversário?!...risos de deboche”; ou, “ele podia morrer de gripe suína, ou ser assassinado no carro aberto“... Esse desqualificar por desqualificar é até engraçado quando vem de pessoas humildes, sem instrução, que falam até sem maldade certas coisas, até por se sentirem excluídas da sociedade e saberem que ninguém ouvirá (ou levará a sério) aquelas palavras; mas têm pessoas que você até se assusta quando ouve coisas desse tipo...

E por fim, até para encerrar esse já longo texto, me arrepio com o ex-presidente FHC, sobre o governo atual. Ele tem todo o direito de criticar e até certa razão em alguns pontos de vista, mas é de um rancor tremendo que chega a dar dó. A última coluna do ex-presidente que li no O GLOBO de domingo, foi de uma mágoa daquela criança que era a mais querida da turma, mas vê entrar na sala um novo colega que ofusca todo seu sucesso. Fica na minha idéia, um senhor que governou o país por oito anos, escrevendo artigos com um beicinho inconsolável, dentro de seu amplo apartamento em Paris, dando goles em vinhos que nunca beberei, soluçando em palavras estrangeiras, inconformado com os números de aprovação do sucessor e tentando desqualificar o atual governo a qualquer custo. Um papelão para um senhor que poderia, pelo menos, manter uma classe aparente. Como diz Paulo Henrique Amorim em seu blog: “A inveja tem a vantagem de corroer o invejoso por dentro.”

Comente a vontade e fique sempre com sua opinião.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O que se vê e o que se lê.

Estou cansado de assistir esses telejornais chapa-branca. Todos seguem o mesmo modelo global de passar as notícias e têm uma linha editorial para lá de comprometida com alguns interesses. O pior é ouvirmos um discurso imparcial, de um jornalismo limpo, que só é feito para retratar o que de fato acontece, sem qualquer tipo de interesse. Está bem, vá contar essa ladainha em outro terreiro, aqui não. Mas o que de fato me deixa estupefato é pelo formato único de ser. Se prestarmos atenção, parece que todos os jornais, das mais diversas emissoras, são uma cópia do JN global, uns mais parecidos, outros menos. A velocidade da notícia é a mesma, a falta de reflexão também se assemelha, enfim, um faz-de-conta com estruturas (quase) idênticas.

E a velocidade das notícias?! Já perceberam como não conseguimos fixar uma notícia sequer depois que os telejornais terminam?! Elas são feitas numa velocidade tal, com pouca duração e seguidas por outras notícias, que mal dá tempo do telespectador refletir e tentar tirar sua própria conclusão sobre o que é noticiado. O tempo na Tv é tudo. Se uma questão está sendo retratada de maneira interessante, com entrevistados que de fato acrescentam informações ao que se noticia, gerando uma discussão com vários pontos de vista, mas, se por outro lado, o tempo está chegando ao fim, tenham certeza, não há boa informação (ou discussão) que resista, o repórter será obrigado, através do ponto eletrônico, a interromper aquele momento, para o jornal não sair do seu formato quadrado. Aprofundar demais não é interessante, afinal de contas, o jornal precisa ir para o seu breve intervalo, e colocar em evidência seus anunciantes...

E o olhar crítico do jornalista que apresenta o telejornal? Quantos já não foram os casos de jornalistas que foram demitidos por fugirem ao script e opinar sobre determinado assunto?! Quem não se lembra do caso do jornalista Jorge Kajuru que, ao criticar o atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves, antes de um jogo do Brasil contra Argentina, em Belo Horizonte, foi demitido ao vivo na Band, com o programa ainda no ar. O bem assessorado governador teria ligado para a emissora e pedido a cabeça do jornalista. Pedido feito, pedido atendido.

Kajuru, inclusive, é uma figura que tive a oportunidade de conhecer aqui na Granja Comary, em Teresópolis, em 2003. Tive o prazer de entrevistá-lo para a rádio da faculdade e ver de perto sua indignação com o fazer jornalismo no Brasil. Só como um lembrança rápida, o polêmico Kajuru, a certa altura da entrevista comparou: - O mundo do jornalismo é mais sujo que o das prostitutas, com todo respeito as prostiturtas - enfatizou. Essa frase nunca mais saiu da minha cabeça e os anos que se passaram entre universidade e experiências profissionais me fizeram perceber as coisas com outros olhos.

Enfim, amigos leitores do ESCONDIDIN, hoje não tenho paciência de ver muitos formatos "perfeitos" da impressa brasileira. Procuro me manter informado através de rádio, internet e algumas revistas que ainda contam um outro lado da história, como "Caros Amigos" e "Carta Capital". Não consigo ler uma VEJA sem perceber que ISTO É comprometida com alguns interesses. Acho que não é ÉPOCA de convivermos com um jornalismo desse tipo, onde se levanta uma bandeira sem assumi-la. Estou cansado desses formatos, mas, obviamente, respeito os que pensam diferente.

Aproveitem esse espaço para deixarem suas opiniões, concordarem e discordarem com esse blogueiro que vos escreve.

Fiquem à vontade.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Fim da linha - para a enquete.

É povo blogueiro, cá estou eu novamente. Depois de um período mergulhado na rotina dos concursos e outras cositas más, resolvi voltar para dar o ar da graça e ver como ficou a enquete depois de encerrada. [As observações que se seguem serão breves, pois esse blogueiro está com a mão direita imobilizada: cai de bicicleta por esses dias, mas deixa essa prosa pra depois,que a lembrança a torna ainda mais patética].

Como afirmei nas primeiras linhas, a enquete lançada pelo DATAESCONDERIJO chegou ao fim. Do universo dos 23 votos recebidos, a “violência nas grandes cidades” ganhou como principal preocupação daqueles que se escondem por aqui - foram 15 votos, ou 65% do total. Nenhuma surpresa em se tratando de pessoas que, em sua maioria, vivem nos grandes centros urbanos do país e já se acostumaram em viver na rotina do medo.

Outro fato que me chamou a atenção - mas não causou surpresa - nessa enquete é que somente duas pessoas votaram na eliminação da Argentina como uma preocupação. Pouco preocupados ou não, o certo é que los hermanos estarão no mundial, mesmo sendo dirigidos por um descontrolado Dieguito.

Quem também esteve na rabeira da votação, com os mesmos dois votos - ou 8% do total - foi uma brincadeira que lancei nessa enquete: Uma possível candidatura do goleiro do São Paulo, Rogério Ceni à presidência da República. Quis colocar essa opção como uma das alternativas porque acho o astro tricolor um político de marca maior, no mal sentido. Apesar de não o conhecer pessoalmente, vejo a figura como daquelas que - globalmente falando - adora fazer parte dos circos televisivos, inflamando palavras e filosofias para impressionar os impressionáveis. Acho-o uma mala, pronto. Bem, essa é uma impressão pessoal e, pelo visto, não foi compartilhada com quem votou. Tudo bem, espaço para o desencontro de idéias, encaro como uma qualidade, democracia de fato.

Mas é isso, mais cedo ou mais tarde, sem um motivo ou data especial, uma nova enquete surgirá nesse humilde e escondido blog. Espero que continuem visitando e, mais que isso, que comentem e façam um blogueiro feliz.

Deixe-me ir que o pulso direito já está reclamando...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Divagando...

Andei contra o vento, contra tudo, contra todos. Enrijeci o rosto com uma força tremenda para continuar. Os músculos responderam cansados, mas estavam ali. Essas marcas que aparecem são os momentos da vida cravados na pele, uma tatuagem sem escolhas. Passei por ruas desertas, calmas e turbulentas. Lá no final há uma surpresa gratificante - que ainda não conheço. Precisei da ajuda de amigos, de parentes; daquelas pessoas que nos apoiamos para continuar em pé.

Mas a luta é solitária, mesmo que amparada por eles. Os passos vão fincando o registro de uma vida que se forma. Vejo crianças sonhando, brincando; curtindo um mundo maravilhosamente inexistente. Se elas soubessem como as coisas são difíceis... Deixe-as curtir esse momento único - briguei comigo - do imaginar coisas que o sonho proporciona; já vivi essa fase e, confesso, é maravilhoso.

Hoje sou um pouco mais rude, mais matemático, exato nas ações e pensamentos. Só no escrever e no amor que deixo minha alma voltar ao universo utópico. É bom desgarrar da rotina e levar você comigo nessa viagem divagadora. Com esse poder podemos imaginar um mundo mais justo, mais feliz e realizador. Nesse momento não há espaço para desigualdades, pobrezas e preconceitos. Cada um faz sua história de uma maneira milagrosamente pessoal.

E você, caro amigo leitor dessas linhas, se tivesse o poder de desenhar (escrever) seu destino, por onde começaria?


Aguardo (ansioso) seu comentário.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Páginas de papel e os sentidos.

Não há nenhuma novidade no que acabo de constatar, mas é algo que vale como reflexão, pelo menos: Agora mesmo que destilo o veneno por essas linhas, tenho - em outras abas do navegador - um jornal aberto, um site de um concurso que irei prestar, meu e-mail ansioso a espera de alguma novidade, além do twitter também logado e do msn que não para de ver novos usuários online, ocupados, ausentes... E eu aqui, no meio desse turbilhão de informações agindo como o ser mais tranquilo do mundo, concentrado que só eu...

Mas é interessante como nos adaptamos a essas novas formas de nos relacionar com as coisas e suas incansáveis novidades. Estamos sempre aptos para o novo, mesmo que para isso tenhamos que abdicar de velhos hábitos. O curioso é notar que a cada dia estamos expostos e dispostos a ocupar todos os nossos sentidos. Nesse momento, por exemplo, não paro no teclar das letras; minha vista mal pisca diante da claridade do monitor - e protegida pelos óculos; ouço o teclar das letras e a rádio CBN aberta em outra aba do navegador; só não há tempo para sentir cheiros e nem para tirar o amargor da boca. É muita coisa para uma pessoa só! Mas acredito que, aos poucos, as crianças vão nos superando nesses quesitos, o que não vem a ser uma qualidade, é verdade.

Se compararmos com as sensações que o livro proporciona(va), então... a internet e suas ferramentas são muito mais atraentes para mentes plugadas 24 horas no mundo tecnológico. O que dizer das simples folhas sem figura, que se sucedem num emaranhado de páginas de igual formato, mesmo tamanho de letra, sem um atrativo a mais, um plus que leve a outros mundo, como faz a internet - no livro nem há links para figuras, não é mesmo?

Tudo bem, os argumentos são fortes a favor do virtual, mas e se eu disser que prefiro o bom e velho amigo das páginas de papel. Crucificado serei? Pode ser, mas lá há um mundo imaginário a ser desvendado, inigualável no mundo colorido e ultra-pós-moderno do universo digital. Naquele livro com cheiro de guardado, há uma infinidade de possibilidades de uma mesma história. Cada um imagina seu personagem, cada um desenha seu cenário e imagina como o autor conseguiu pensar numa história tão bem bolada! Lá há espaço para devaneios incríveis - que esse que vos escreve tanto gosta, para uma fidelidade impossível de se encontrar nos mais criativos e atraentes sites.

Desculpem-me os que discordam dessas saudosas palavras - e fiquem à vontade para discordar, mas o que relato para vocês não é uma mágoa de quem vê seu amor envelhecendo e sendo subistituído por uma nova beldade escultural, trata-se apenas de um sentimento construído nesses um quarto de século de minha vida. Acredito no novo e na criatividade que a internet e suas ferramentas proporcionam, mas não abandono o velho estilo de inventar um mundo meu, por linhas de um outro autor. Há espaço para tudo e para todos. Fico por aqui com essas linhas digitais e volto ali para a mesa, me entregando àquele ópio de papel e linhas que precisa ser terminado de ser consumido.



(Não deixe de votar na enquete!)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rapidinha 4.

EU DAQUI E O JORNAL DE LÁ...

O Jornal Nacional continua com sua enxurrada de péssimas notícias, violência pra cá, violência pra lá e vamos que vamos... Mas esse é o nosso país. Hoje mesmo, devido a essa loucura que a violência causa, fui despido dos metais que usava (chave e celular) para entrar no banco. Eu girava a porta, mas nada, ela travava. Passados alguns longos segundos consegui entrar na agência e quase tive que me lembrar o que iria fazer, pois estava desgastado daquele ritual. Fiz o que devia e fui embora. Nem mais uma cena de violência ou situação constrangedora até agora.

MUDANDO...

Curioso que abri essa página do blog para escrever sobre um livro que acabei de ler: Revolução dos Bichos, de George Orwell. Muito interessante e de fácil compreensão a maneira como leva para o mundo animal os vícios e os meandros do poder que fazem essa vida louca - de nós, humanos. Lá os porcos que dominam os outros animais. Porcos dominando? Bela reflexão, não?

ALÉM DISSO...

O livro foi escrito na década de 1940, mas é tão atual. Naquele momento o mundo vivia a 2ª Guerra Mundial. Guerra: palavrinha que nunca sai de moda.

MUDANDO DA ÁGUA PRO VINHO...

Ontem tive a oportunidade de assistir a pintura de gol do Adriano de perto. Pela primeira vez fui ver o Imperador no Maracanã e fiquei encantado com o GOL de craque que ele fez, bem ali na minha frente. Valeu o ingresso e foi como se vivesse, por alguns minutos, o antigo futebol arte brasileiro. O jogo terminou 3X0 para o Flamengo contra o Coritiba.

MARACUJÁ QUE VEIO E SE FOI...

Como passei mal na véspera do jogo... Nada relacionado ao futebol, ou a partida em si. Muito pelo contrário, foi simplesmente por uma caipirinha de Maracujá! De repente os Arcos da Lapa viraram seres animados na minha frente. Mas foi por causa da fruta. É, da fruta.

A ROTINA TE (ME) CANSA...

Tenho vindo no ESCONDERIJO menos do que gostaria. Estou tentando manter um bom rítmo de estudos para os concursos que se aproximam a galope. Nos momentos de descanso tento não entrar muito no mundo virtual, mas não abandonarei esse blog. Ele desafoga a mente cansada e faz falar uma alma fatigada de matérias burocráticas, mas necessárias. E, claro, nada melhor que ver os textos comentados por vocês. Continuarei por aqui, mesmo que para uma rápida escondida.

sábado, 12 de setembro de 2009

Pitbul no caminho.

Não sei se um pitbul é mais assustador com cara ao vento, e aqueles dentes prontos para o ataque, ou com uma focinheira bem tramada, daquelas típicas de filmes de terror, capaz de colocar medo em qualquer grande ser que se julga o mais macho.

Hoje eu descia calmamente pela rua de minha casa quando deparei com uma coisa - um cão, vamos lá - todo armado com sua terrível focinheira. Olha, a vontade era de falar para o dono: - Não tem como tirar esse troço da cara da criatura não? Mas não tive coragem e fiquei com medo dele se achar o dono do cachorro mais bravo do mundo, ou mandar-me para um lugar não muito aprazível.

Pois bem, continuei andando sem conseguir me desligar daquele animal. E o dono lá, de chinelo, sem camisa, como um simples mortal passeando com o totó de estimação de sua filinha. Deus me livre! Já pensou a criança brincando com o simpático bicho?! Também acho, é melhor nem pensar.

Então, como sempre, fiquei com aquela cena na mente e com o paradoxo que se formava... Como pode um animal usar um objeto para ficar menos violento, mais seguro para os outros cidadãos, mas, ao mesmo tempo, ter sua monstruosidade multiplicada por 20?! Não consigo entender, só pode ser coisa de um canto do mundo chamado Brasil (Será que nos outros países também é assim?). Mas não parei por aí: Para que uma empresa que fabrica focinheira (existe isso??) precisa caprichar no design assustador? Não faz sentido, ou estou passado demais para o mundo que se apresenta?

É a mesma coisa, concluo com toda minha ignorância, que uma empresa de capacetes fazer um design de um alvo com os seguintes dizeres: "Rubinho, asfalto, outros objetos e balas de plantão: mirem aqui!"



OBS.: Não deixe de votar na enquete.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Meu pátio, minha história.

Os carros enfileirados são como lembranças do passado. Cada modelo é o representante de um tempo e suas histórias, sua data de fabricação é seu número de identidade. Aquele lá, o FUSCA marrom é o mais velho de todos, remete-se ao tempo da ditadura. Veja como em sua lataria e nos detalhes o tempo foi cruel, como sofreu o coitado...

Olhando mais adiante, encontramos uma velha relíquia, aquele MONZA VERMELHO com fita verde e amarela amarrada na antena. Ele, apesar da idade, transborda jovialidade e não se cansa de repetir, através do ronco do seu motor, que fez parte do movimento das DIRETAS!

A história vai mudando o design dos veículo. Eles ganham em tecnologia e em modernidades diversas. Vejam o ar esportivo daquele ESCORT XR3-amarelo-conversível, todo exibido ali em cima. Teve que modificar o motor depois de ficar “sem voz” de tanto repetir em alto e bom som: “É Tetraaaa....”, em 1994. Mas não há arrependimento, há 24 anos o Brasil não ganhava uma Copa do Mundo.

Mas os anos pós-Tetra parecem passar - covardemente - mais rápido. Mal pude curtir a primeira geração do GOL-BOLA e os filhos, netos e bisnetos desse sucesso de vendas já rodam modernos e fogosos pelas ruas. Só que meu pátio imaginário continua cheio de relíquias apossadas por mim nesse meu poder de sonho. Ainda há TEMPRAS, de um luxo definidor que marcou época; CORSAS e sua capacidade de manter-se na ativa; HONDAS, mais que luxo e rompedor de um passado pacífico para um presente avassalador.

Todos esse veículos, e suas respectivas épocas, são apenas uma construção histórica do período em que nasci, que acompanhei de fato os fatos, e que perdura até hoje, com toda essa vida agitada - que mal cabe em 24 horas.

Esse luxuoso (mais de lembranças pessoais que em valores) pátio não existe de verdade, não possuo esse poder financeiro de colecionar ícones de épocas que retrataram momentos marcantes. No entanto, em minha memória, cada peça desse museu tem valor inegociável. São relíquias que me formaram e me formam, tendo como único preço o tempo, que cobra caro e passa sem piedade.

(Imagem retirada do site: http://www.sunstartoys.com/uploads/image/4971.jpg)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Eu voltei...

Saio do ostracismo para retornar ao mundo dos vivos, a internet. Depois de longo período de flagelado sem-teto-digital agora volto a fazer parte do sistema, a voltar para a estatística da grande rede. Tudo bem que esse período foi de grande desintoxicação desse meio viciante, de investimento total aos estudos, ao namoro, à família e a alguns (muitos) jogos na ESPN Brasil.

Prometo, e repito esse compromisso em bom som, manter os rítmo desses investimentos - tudo bem, prometo também ver um pouco menos de jogos dos ótimos campeonatos pelo mundo. Mas, enfim, retornarei a esse altar, reciclado e com objetivos a serem alcançados, em breve.

Bom, voltando a vaca fria, como dizia uma querida professora, estou curtindo até agora o novo layout do meu blog. Coloquei aquela enquete ali ao lado para ter um temômetro do que vocês estão achando. Os votos não foram muitos até o momento, mas o resultado parcial vem de encontro com meu gosto. Não deixem de votar.

*************
Acho interessante como as coisas vão ganhando corpo com rapidez na internet. Enquanto eu vivia de sem-teto-digital, o twitter ficou tão forte que voltei encontrando com amigos que por lá me descobriram. Por sinal, quem quiser me encontrar, é só procurar por "carlinhoshorta".

Por hoje é isso, deixem seus comentários e retornem mais vezes a esse conhecido esconderijo.

Fui.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ainda um sem-teto-digital, mas divagando...

Pisei com esses dois pés que me acompanham desde a existência. Cada passo passa despercebido, mas é de uma importância incalculável. O precipício ou o paraíso andam colados, um passo em falso e pronto: trevas.


Mas o que importa é caminhar, não importa muito o destino, só o que não vale são os pés para o ar. Agora descanso para escrever, mas logo-logo volto para a estrada das realizações - pé ante pé.


O que importa mesmo é o trajeto, o destino é um detalhe - assim como já disseram do gol. O trajeto é que deixa marcas, é que faz história, é que faz mal e faz bem. É nesse caminhar sem atenção que as coisas vão sendo decididas, mesmo que involuntariamente. Agora caminho e não sei o destino.


Anda que o tempo urge e não há lugar para reflexão. A vida é esse corre-corre repetitivo, sem tempo para divagações desse tipo. Bebo um pouco dessa água divagadora para inspirar meus momentos robóticos.


Agora me despeço, pois já fui fundo demais na alma desse mundo lúdico. Volto com os pés no chão e a cabeça na dureza da rotina.


C
ontinuo caminhando...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fato raro e ainda sem-teto.

Continuo como um "Sem-teto-virtual". Já mudei de casa, mas a burocracia das empresas brasileiras é invejável. Então, dei uma fugida aqui na lan house para ler uns e-mails e, aproveitei o embalo, para deixar um recado aqui no blog. Tudo muito rápido porque o relógio anda e os valores acompanham na mesma batida. Então, aproveito o tempo que ainda resta para falar aos amigos que o último texto publicado, ou melhor, o penúltimo foi um fato-raro: um poema. Não esperem que eu ataque nesse campo, pois foi um exceção a regra, fato que não tenho nenhum talento para o jogo das palavras rimadas. É duro, mas é real.

Sem mais, já que lan house e texto pensado não combinam. Preciso do silêncio e do ambiente do meu - mesmo que novo - quarto.

Até breve.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Fora do ar.

Fala galera, mudei de endereço e estou sem internet. Nem sei até quando, mas... de qualquer forma, o ESCONDERIJO deve permanecer um tempo adormecido (ZZZZZzzzzzzzzzzz...).

Assim que der eu volto a postar mais textos. Continuem visitando esse blog que uma hora estarei de volta.

Abraço.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

...

Raridade no ESCONDERIJO, hoje vamos de poema desse que vos escreve:


Tem dias que o coração aperta,
parece dor de amor
não passa de angústia certa.

E mesmo que passe essa dor,
que outrora se chamava imaturidade
é preciso entender que o labor
dignifica a mocidade.

E agora que me vejo mais velho,
sou apenas o que sobrou do sonho.
Mesmo que jure ser sério,
não passo de uma máscara que ponho.

E para aqueles que julgam meus atos,
falo para ficarem com suas rotinas aborrecidas,
pois, o que de fato faço,
diz respeito a minha vida."

sexta-feira, 24 de julho de 2009

"Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza".

Esse velho ditado aí do título do texto que, pelo que parece, vem lá da época dos escravos, cai como uma luva numa situação que ocorre aqui em Teresópolis-Rj. A cidade está em meio a mais uma edição do Festival de Inverno, organizado pelo Sesc. São diversos eventos culturais interessantes, desde oficinas e shows musicais a peças de teatros de sucesso, como "Z.É. Zenas Improvisadas". O outro lado dessa ótima notícia para os moradores e turistas é a dificuldade em se conseguir um ingresso para acompanhar um dos eventos, já que as entradas são gratuitas e são distribuídas na porta do Sesc.

A crítica do blog não vai diretamente para o Sesc nem para os envolvidos nessa empreitada. Eles merecem, na verdade, aplausos por colocarem a disposição da população diversos espetáculos que suprem a carência cultural dos teresopolitanos. A crítica vai para o abandono que essa população sofre por parte dos seus representantes. Só para vocês terem uma idéia, fui duas vezes me informar sobre eventos que gostaria de participar, mas os ingressos já estavam esgotados, pois, como mesmo disse o segurança do Sesc, "tem gente dormindo na fila para garantir sua entrada". Olhem bem como fica exposta nossa carência cultural! A disputa pelos ingressos chegam a esse ponto: "Dez horas da noite já tem gente na fila para conseguir um ingresso que só começará a ser distribuído na manhã seguinte" - confidenciou-me o segurança. O que explica isso? - martela essa pergunta em minha cabeça desde semana passada.

Acho que agora os governantes (e, porque não, os empresários) não têm mais desculpas para a falta de opção cultural que se apresenta no restante do ano. Com um mínimo de vontade política e, até mesmo, visão comercial, saberiam explorar muito bem esse público em potencial, trazendo durante o ano, outros espetáculos para a cidade. Assim, ganhariam os moradores, os comerciantes, o turismo da cidade e, consequentemente, os políticos. Mas, pergunto: Será que há interesse em investir nessa área, ou é muito melhor manter uma população alienada, sendo agraciada apenas na época das eleições?

O que vocês acham?

Deixem seus comentários.


(Imagem retirada do site: http://brunaantunes.files.wordpress.com/2009/06/teatro.jpg)

domingo, 19 de julho de 2009

Encarte de domingo.

Estou aqui com o jornal O GLOBO aberto, lendo a coluna da Miriam Leitão e pensando no que devo blogar hoje - afinal de contas, faz um tempo que não venho por essas bandas. A única coisa que decidi é que não falarei sobre o fato de não ter assunto para ser escrito, pois esse tipo de texto já está muito batido. Nessa tentativa de descobrir um tema que sirva de inspiração, parei para observar a minha sobrinha aqui ao lado, fazendo uma bagunça daquelas.

Interessante, ela tem dois anos, mas conversa sem parar. Agora mesmo que estou (estava) lendo o jornal, ela veio e pediu para ler também. Passei logo para ela uma daquelas partes desinteressantes, carregadas de anúncios que todos os grandes jornais possuem. A baixinha se sentiu o máximo. Pegou a folha - de cabeça para baixo - cruzou as pernas e começou a viajar naquele mundo de diferentes cores e várias formas desconhecidas. Uma história infantil (no estilo Branca de Neve) foi sendo contada por aquela pequena criança e o encarte na mão. De uma forma ou de outra, ela estava fazendo parte daquele ritual da leitura-do-jornal-de-domingo, sentindo-se a pessoa mais importante do mundo.

O tempo foi passando e fui observando uma certa impaciência dominando aquele pequeno corpo. O barulho das folhas sendo maltratadas (amassadas) foi aumentando à medida que eu parava de dar a devida atenção e me concentrava na minha leitura. Quando, depois de alguns minutos, voltei os olhos para a pequena, ela estava aguardando um olhar meu, com um sorriso no rosto e o jornal completamento embolado no seu colo. Falei com ela se ela tinha terminado de ler, e ela confirmou com a cabeça. Percebi que ela ia perguntar o mesmo e já fui respondendo: - Vou terminar de ler aqui, tá? E ela não deixou por menos: - Depois vamos "bincá"?. Aceitei de imediato. Vi que aquela espera, aquele olhar, aquela impaciência com o jornal era apenas uma forma de estar perto do meu mundo para depois os papéis se inverterem e eu entrar no universo dela. Largei o jornal de lado (ele pode esperar, pensei) e fui "bincá" com a sobrinha. Só então entendi o verdadeiro sentido daqueles encartes de domingo cheios de cores e figuras em promoção.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Um olho no peixe e outro no gato.

Opa, voltei ao Esconderijo. Só uma escondida rápida, já que estou com um olho no teclado e outro no relógio. Hoje vim aqui no estilo twitter de ser, ou seja, com limite de texto e caractere. Vocês viram que eu coloquei uma enquete no começo do blog, tudo para matar uma curiosidade pessoal sobre a opinião do povo - vocês, nós, etcs... - sobre a Seleção Brasileira. Votem lá e façam um blogueiro feliz. :)

Não vou perder tempo - talvez perca o ônibus já-já - falando mais uma vez da Seleção, nem de política, nem de nada desse ramo tradicionalmente brasileiro. Hoje também não tem conto, nem divagação desse que vos escreve. Resumindo, amigos, hoje não tem nada. Sinto muito, mas é a verdade. Obrigado por lerem mais esse texto. Volto depois com mais calma.

Ah, uma sugestão, escrevam um texto para eu publicar nesse espaço. O que acham da idéia? Mãos à obra e até breve.

Fui!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Salada.

E o mundo continua em ebulição. São Sarneys (só um como exemplo de muitos políticos da mesma espécie)se aproveitando dos desmandos na política, Adriano faltando a mais um treino no Flamengo, Cruzeiro chegando a mais uma final de Libertadores - com todos os méritos, Corinthians passeando pelo gramado do Beira Rio e conquistando mais uma Copa do Brasil, aviões caindo mundo afora, gripe suina se espalhando pelo Brasil e pelo mundo, crise em Honduras, aumento na venda de automóveis do Brasil, Dunga conquistando mais um título, e o mundo gira e gira... UFA.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

1994, 2002 e agora?

Nossa imprensa tem umas particularidades interessantes, principalmente a grande mídia brasileira. Até outro dia, por exemplo, o técnico Dunga era contestado nos programas esportivos, sua falta de experiência era tida como fator principal para o - até então - fracasso da seleção. Todos queriam a cabeça do pobre homem numa bandeja e já cogitavam outros nomes para a vaga.

Só que os meses foram se passando, os jogos se sucedendo e, junto com eles, o Brasil começou a ganhar mais partidas, inclusive contra grandes escretes mundiais, como Itália e Argentina. Pronto, agora o homem virou o gênio entre os técnicos, o verdadeiro conhecedor do futebol brasileiro, entre outros elogios...

Chega a ser engraçada essa mudança de postura dos jornalistas - não só esportivos, mas de todas as áreas. Como são maleáveis e prontos para uma mudança de rumo - e sem rumo. Hoje, no entanto, me prenderei a um fato curioso do técnico Dunga. Vamos a ele:

Sou muito crítico sobre o comando técnico da Seleção, além de quem está no comando da CBF (assunto para um dia de discussão e de inúmeros motivos). Penso que o anão Zangado (forma diferente de chamar nosso técnico) está sendo treinado por uma das maiores instituições do esporte mundial. Fora isso, não percebo a mão do simpático (sic) treinador na montagem do time dentro do campo. E aí mora a questão de hoje.

- Pode parecer absurdo, diria o amigo leitor, mas é isso mesmo. Não consigo ver nas quatro linhas um desenho tático determinado pelo treinador. Só para ilustrar, usarei dois exemplos: Muitos podem não gostar daquela Seleção Brasileira de 1994, montada pelo contestado técnico Parreira, mas, indiscutivelmente, aquele time tinha um jeito de jogar. Era nítido o esquema do Parreira, com muito toque de bola, bem armado taticamente e aproveitando o talento da dupla de ataque, Bebeto e, principalmente, Romário.

Além dessa equipe, em 2002 o Brasil foi pentacampeão tendo Felipão no comando. Mais uma vez, nossa seleção foi contestada, até pelo fato do treinador ter apostado no Ronaldo, que voltava de uma séria contusão e ter deixado no Brasil o baixinho Romário. Felipão conseguiu ganhar a confiança dos jogadores, montou uma equipe muito competitiva, com um bom sistema defensivo e com muita força, além dos talentos individuais de Ronaldinho e, principalmente, da dupla Rival e Ronaldo (artilheiro da Copa). A família Scolari estava formada e pronta para conquistar mais um título mundial.

E quanto ao cenário atual, o que podemos esperar dessa Seleção dunguista? Claro que Dunga tem suas qualidades, como por exemplo a disposição do grupo de jogadores em jogar com alma e total entrega pela seleção Brasileira. Estaríamos mais uma vez vendo nascer uma seleção controversa, mas com força para chegar ao título mundial? Sinceramente, não acredito. Não vejo um esquema definido pelo Dunga, não há jogadas ensaiadas dentro de campo, nem variações táticas. Penso que ele conta muito com os contra-ataques nos jogos contra as grandes seleções e com talento individual do jogador brasileiro. Mas, se o cenário é realmente esse, para que precisamos de técnico então? Basta apostarmos na alma e no habilidoso futebol canarinho.

Esse é o ponto. Ajudem a esclarecer esse blogueiro que não consegue enxergar um rumo vitorioso para a seleção dunguista. O que vocês imaginam? Estou sendo implicante com o treinador brasileiro? Me apontem um outro caminho que não consigo ver.

Um abraço e deixem seus comentários.

(Imagem retirada do site: http://elisalemos.com/images/papelaria/ilustracao/zangado.gif)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sonho?

Sabe quando você acorda assustado depois de um sonho terrível? Pois bem, foi assim que acordei hoje. Estava preenchendo uma ficha de emprego quando percebi que meu sobrenome havia mudado. Tomei um susto com essa novidade inexplicável, presente só mesmo num sonho. Meu nome não estava lá como antes, agora havia um acréscimo terrível: Depois do até então último nome, Gomes, foi acrescentado por minhas mãos involuntárias, um conhecido sobrenome: Sarney.

Fiquei impressionado. Veio-me na mente os atos secretos da vida, a atuação nebulosa no Senado Federal, os podres históricos de um homem historicamente (e, por que não, eternamente) lembrado por ser o presidente da democracia, o sucessor da ditadura militar. Nesse momento dei pulos involuntários no pequeno colchão que cobre minha cama. Ainda desacordado, me senti culpado por essa nova personalidade assumida, um legado para lá de complicado.

Tentei acordar, mas não foi possível. Nessas horas o sono é um castigo duro, digno de lamento. Corri pelo meu quarto de olhos fechados, buscava nas batidas que dava no armário, na cama, e na mesa um despertar dolorido; mas nada.

Busquei um pecado enorme que poderia ter feito para merecer tamanho castigo, só que não encontrei um sequer dessa magnitude. Jurei para mim mesmo que, caso o feitiço passasse, falaria aos meus pais no outro dia o quanto amo o nome que escolheram. Pensei em cada letra que forma o novo último nome; rezei.

Por um minuto viajei pelo Maranhão, sentindo o apontar dos dedos do povo simples em minha direção. Não queria fazer parte daquela culpa, mas era inevitável. A pobreza e o desmando daqueles lugares eram obra de pessoas que - agora - faziam parte de meu convívio.

Por alguns segundos, e mesmo por esses míseros momentos, mergulhei nos desmandos e no esconderijo de uma instituição Federal, tratada como o quintal de casa de minha família. Eram inúmeras acusações, enormes descasos, vergonhosas atitudes - tudo agora em minha direção.

Desviei dessas pedras institucionalizadas da grande mídia, quase me apoderei do discurso de meu novo brasão familiar. Se continuasse por mais alguns minutos, possivelmente me transformaria, de fato, no que temia.

Um forte clarão iluminou meu quarto - e minha alma. Acordei assustado e tentando entender o porquê daquilo tudo. Busquei rapidamente minha carteira na ânsia de conferir em meu documento de identidade meu verdadeiro ser. Estava lá, o meu nome terminava (só) em Gomes novamente.

Ufa! Atirei-me na cama. Respirei aliviado e quase peguei no sono. Nesse momento o sonho (pesadelo) voltou claro em minha mente. Tentei tirar um lado bom (sic) desse mistério: - Se eu tivesse esse sobrenome, não teria mais que procurar emprego. Bastaria enviar meus dados ao Senado e garantir uns míseros doze mil reais por mês. Nada mal. Êhh, Brasil! - ri envergonhado e dormi mais meia-hora.

domingo, 21 de junho de 2009

...

Escolhi que o Sol comandaria o dia de hoje. Acordei desconfiado de sua timidez, encoberto por nuvens grossas e desafiadoras. Desanimei e, por um momento perdi a fé em mim mesmo. Queria Sol, precisava dele. A temperatura era baixa, não passava dos treze graus, aqui dentro então... estava nublado.

Corri pelas ruas da cidade, camuflado num exercício físico, escondendo um verdadeiro desespero de quem sai sem um rumo pensado. Troquei passos descompassados, pulei buracos e desviei de carros. As buzinas não me atrapalhavam, eu não estava ali.

Mais tarde cheguei ao lugar de onde sai, era o retorno do contragosto inevitável, era a vida mostrando suas friezas perto dos sonhos inalcançáveis. Parei de sonhar naquele dia, não era mais necessário me esconder nessas nuvens imaginárias, a vida é mais dura e objetiva.

Desde então tenho uma grande camada de uma casca impenetrável, nem os sonhos mais comuns conseguem ultrapassar essa barreira. Formei uma trincheira entre o que sou e o que desejo, agora sou um sincero e desacreditado da vida. Sou aquilo que as coisas se mostram, não vejo além do horizonte.

Envelheci com esse processo, esse corpo jovem já não condiz com a alma grisalha. A juventude foi um sonho que passou sem piedade. Ela se foi e não deixou lembranças. Agora sou assim: opaco, triste e desocupado de mim mesmo.

Procuro me encontrar nas letras de livros de outros autores. Desespero nessa busca própria. Quem sabe não estou por aqui, nessas linhas castigadas, mas que, por algum motivo, formam e consolidam minha vida?!


Esse foi um desabafo de um Eu-lírico que se apossou de minha alma no teclar das letras.
Um abraço.


Imagem retirada do site: (http://3.bp.blogspot.com/_IY0QIfIIyi0/Rw1utoTxeHI/AAAAAAAAAWg/PYXCSkwZTa4/s320/divagando.jpg)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Páginas que virão.

Final do mês passado consegui um fato raro nesses 25 anos de vida. Concorri a um livro num programa de TV - Pontapé Inicial, da ESPN Brasil - e ganhei. (PALMAS!) É, isso mesmo, fui o contemplado com um exemplar do "A Minha Segunda Guerra", do baterista do Paralamas do Sucesso, João Barone. O livro chegou nessa última semana...mas, sei não, estou com receio de começar a leitura.

Não faça essa cara, eu também não sei por que eu ainda não comecei essa divertida história dessa grande figura do rock nacional - e reconhecido entendedor do assunto 2ª Guerra - mas o fato é que ainda não li nada.

O livro está aqui ao meu lado. Todo dia acordo e me deparo com sua bela capa escura me mirando de frente. Chamando para o combate? Pode ser, mas inexplicavelmente, corro da batalha. Claro que fiquei feliz com o presente, mas vai explicar...

O fato é o seguinte: Vou terminar esse pequeno texto no blog e cair de peito aberto nas páginas dessa Guerra. Façam suas apostas.

Pela primeira vez estou escrevendo sobre um livro que não li. Será bom? Será ruim? Só o tempo e o decorrer das páginas dirão. Mas não garanto que voltarei nesse blog para falar dele. Sei lá, talvez essa minha reação seja uma falta de experiência para lidar com prêmios - que caem do céu. Estranho para mim: Não comprei, não foi um presente, nem aluguei numa biblioteca; fui contemplado, simples assim.

Vou tentar me acostumar com isso, a Mega-Sena está acumulada e preciso aprender a lidar com prêmios. Deixa eu ir para as páginas de Guerra.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Animal X Homem? ou Animal = Homem?

Fico impressionado com o amor dos homens com os animais, especialmente com os cães. Como somos bons com esse sentimento, chega a me despertar algo de otimismo sobre a bondade humana, tamanho é o carinho e a dedicação aos simples animais. Vem logo a minha mente a questão: Se somos tão caridosos e carinhos com os bichos, por que não repetimos esses gestos com os semelhantes?

Está aí uma questão que parece tão simples, mas é tão complexa de ser respondida. Quantas vezes já não ouvimos coisas do tipo: “Prefiro meu cachorro, pelo menos ele não me abandona quando fico mais pobre (até concordo...rs) ou fragilizado”; ou, “pelo menos meu gato não discorda de mim, não fica me enchendo com seu falatório”; entre outras Expressões do tipo.

A tentativa de entender esse fenômeno foi despertada quando vi duas senhoras com seus cachorros travando o seguinte diálogo, na porta de uma lanchonete em Belo Horizonte:
- Ah, adoro a companhia do meu cachorro. Ele não me aborrece em nada - suspirou a primeira senhora.
- É verdade. Eles são muito mais companheiros que os homens - disse a segunda senhora com um discreto sorriso e segurando no colo seus dois cães de mesma raça.
- Com certeza. Esses seus dois cãezinhos formam um casal?
- NÃO! São pai e filho - disfarçou.
- Ah ta, bem que se parecem...

Por motivos pessoais e por educação (sic) não continuei ouvindo a conversa, mas tive uma vontade de interromper esse diálogo de forma abrupta e dizer:
- Eu ouvi bem ou vocês são apaixonadas por cachorros? Muito bem, parabéns pela atitude - tirando sorriso das simpáticas senhoras. Mas como pode alguém tão envolvida com os animais confundir pai e filho com um casa?! Realmente não entendo - nesse construção imaginária eu sairia de fininho...

Mas é isso, caros amigos, surge essa contradição do amor do homem pelo bicho - até superior ao amor ao semelhante - e a falta de conhecimento para identificar uma simples diferença sexual dos pobres animais.

Não sou contra em ter animas de estimação (claro que não) e acho, obviamente, que eles merecem todo cuidado e tratamento adequado, mas priorizo, fundamentalmente, o respeito mútuo dos homens. Isso falta demais hoje em dia. Talvez, e aí vai uma teoria da conspiração, estejamos canalizando para o lado errado nossas forças nos relacionamentos. Acredito na boa relação homem-bicho, só que cada um em seu lugar e com suas atenções proporcionais.

Ah, antes de terminar, no caso daquelas duas senhoras, também não consegui identificar o sexo dos dois cachorros, mas era nítido que um era mais velho que o outro. Nunca chamaria aqueles dois de casal, mesmo se eles fossem.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rapidinha 3.

TERESÓPOLIS E SEUS VISITANTES.

A Seleção está em Teresópolis. É isso, mais uma estada na Serra para a equipe do professor/anão/zangado/dunga tentar um entrosamento para os dois próximos jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo. Enfrentaremos o Uruguai em Montevidéu e o Paraguai no Recife. Dois jogos difíceis, verdadeiras provas de fogo para o escrete canarinho.

CIDADES SEDES.

Todos acompanharam as escolhas das sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O que vocês acharam? Eu, particularmente, senti falta de Florianópolis entre as eleitas, mas... Trata-se de jogo político, claro. Está aberta a farra do dinheiro público na melhoria das sedes para a Copa. É agora que o seu, o meu, o nosso dinheiro vai rodar de mão em mão para "financiar" obras faraônicas.

MAIS UM ACIDENTE AÉREO.

Está na pauta dos grandes veículos de comunicação esse triste acidente envolvendo o avião da Air France. As notícias ainda são poucas sobre o verdadeiro motivo do sumiço da aeronave, mas é estranho o fato ocorrido. Com todo respeito as famílias das vítimas, me fez lembrar o seriado Lost, quando cai um avião e as pessoas não sabem aonde ele foi parar. É aguardar novas notícias...

FRIO DE LASCAR.

Ontem à noite eu voltava da casa da minha namorada e o termômetro da avenida da cidade marcava 12º. Impressionante o frio que fazia. Me fez lembrar da minha cama com as cobertas a minha espera... Que maravilha!

QUE CONFIANÇA TEM O RAPAZ!

O que falar do desempenho do Rubinho nesse campeonato da F1? Ele está guiando bem, tem um excelente carro nas mãos, mas continua sem conseguir superar o companheiro de equipe, Jason Button. Ele podia, ao menos, reconhecer essa superioridade, em vez de ficar prometendo vitórias e títulos mundias. Basta,né? Se bem que poucos acreditam nessas desgastadas palavras.

SUA RAPIDINHA.

Agora é com você. Deixe no comentário a sua rapidinha do momento, Ok? O que você tem para destacar?

Até a próxima.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Atchim!

"PAF, PAF, PAF", deixa eu bater um pouco mais por aqui para tirar a poeira desse blog. Pois é, já tem uns dias que não escrevo nesse espaço, não é mesmo? Nenhum motivo especial, somente outras atividades, como os estudos para os concursos que se aproximam. Mas hoje resolvi voltar, como aquele filho que fica bom tempo longe da casa dos pais e prepara uma visita surpresa. Pois bem, estou aqui, preenchendo essa tela em branco com letras saudosas.

Pensei em inúmeros assuntos para conversarmos no blog, mas confesso que está difícil. Vejamos: Ontem acabei de ler o livro "O Caçador de Pipas", tão famoso e badalado que tive até (confesso novamente) preconceito antes de abrir a primeira página, mas, como um balde de água fria que assusta e acaba com todo ressentimento, me deparei com uma bela história. Recomendo o livro para aqueles que, assim como eu, dão de ombros para grandes sucessos de vendas. Afinal de contas, somos surpreendidos a todo momento, principalmente quando achamos que sabemos muitas coisas. Mas passemos adiante...

Ontem nosso anão (e estagiário) técnico da seleção fez mais uma convocação para os dois jogos das Eliminatórias e para a Copa das Confederações. Confesso (meu Deus, como confesso) que até que gostei dos jogadores escolhidos, lógico que tirando as velhas teimosias "dunguisticas", como Gilberto Silva, Josué e Kléber. Mas gostei. Ponto para o anão Dunga/Zangado/Soneca/Chato e etc....

Além disso (e mudando completamente de assunto), vocês perceberam que não se fala mais em gripe suína (ou sou eu que estou por fora dos noticiários?)?! Ou pelo menos o assunto perdeu forças na grande mídia . Estranho, né? Até outro dia estávamos apavorados com o aumento dos casos no mundo, em especial no Brasil, mas agora acabou. Morreu o assunto, está tudo bem, dominamos a gripe do porco; só estamos esperando o próximo acontecimento que inundará as telas e os jornais brasileiros...

E, para acabar, ontem foi noticiado um assalto num ônibus da cidade do Rio. Fiquei impressionado com esse fato-novo. A curiosidade é que os passageiros perceberam que a arma do (infeliz) indivíduo era de brinquedo e, sabem o que aconteceu? Sobrou tapa pra todos os lados. O bandido foi imobilizado, tomou uns bons tabefes e foi preso pela polícia. Aí. aí, seria até engraçado, se não fosse trágico.

É isso, espero o comentário de vocês.

Ah, SAÚDE, caso espirrem pela poeira que sobe desse blog.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Passageiro de mim.

Agora estou aqui, sentado de frente para esses papéis que formam um quebra-cabeça de minhas palavras. Não são muitos, não são poucos; mas são meus papéis. Juntos, formam o DNA de minha alma literária, tão defeituosa, como carregada de vícios de linguagem; só que repleto de uma verdade buscada na alma, como um número de um código de barra único e determinador.

Por alguns momentos duvido de minhas próprias linhas, não creio no que se constrói e se reconstrói à minha revelia. Nesses momentos, viro um passageiro do meu próprio texto, sei qual o destino ele irá tomar, mas sou incapaz de controlar o trajeto que ele faz. E, como um mero observador de minhas idéias, vou acompanhando cada construção de pensamento pelas linhas que se sucedem, assim como um girassol segue o Sol em seu movimento.

Ao fim da jornada, fico imaginando que aqui ou ali o texto poderia ser modificado, enriquecido com outras palavras e idéias que ficaram a deriva. Mas, como afirmei, não tenho a força de mudar o sinuoso trajeto dessa construção.

Mais uma vez leio todo seu conteúdo antes de descobrir o título a ser colocado - pois título não se escolhe, ele já existe e só precisa ser desvendado. Pronto, agora já está terminado. Vou assinar meu nome aqui embaixo, antes que eu descubra que essas linhas já não são mais minhas, pois sou apenas um canal entre os mundos das letras e o papel em branco.

Carlinhos Horta.


(Imagem retirada do site:http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK1271_tremCuritibaMorretes800.jpg).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Duelo Universal.

Os tentáculos do poder (dinheiro) não têm limites. Profundo isso? Pode até ser, mas vem acompanhado de uma notícia que acabo de ler na internet, mais especificamente no portal da BBC Brasil (http://www.bbc.co.uk/portuguese/). Os moradores de Londres estão protestando contra os planos da Igreja Universal do Reino de Deus de transformar um cinema histórico daquela cidade em um templo religioso. Isso mesmo, globalizaram a mutação de cinemas em igrejas. Esse fato já tão corriqueiro em terras brasileiras ganha ares universais ao atravessar o Atlântico e fazer por lá o que tanto se faz por aqui. A diferença é que nesses países mais sérios a população protesta quando percebe que uma construção histórica está sendo descaracterizada. Vejam que o referido cinema foi inaugurado em 1887 e já foi palco, inclusive, de shows de bandas do quilate de Beatles, Rolling Stones e The Who. Além disso, era lá que Alfred Hitchcock, ainda menino, freqüentava as salas de cinema. Pouca história esse prédio londrino? Pois bem, desde 2003 o bispo Edir Macedo adquiriu o cinema e luta para conseguir com as autoridades locais a autorização para a abertura de seu templo.

Temos de um lado do ringue a força e poder da igreja Universal, e do outro, a ONG inglesa “McGuffin Film Society", que luta para que a administração regional ofereça à Universal um prédio desocupado ao lado do cinema.

Façam suas apostas e deixem seus comentários.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Reconstruindo o futebol europeu - novo cenário.

Bom, pessoal, estava pensando esse dias sobre a competitividade do futebol, principalmente em relação aos campeonatos europeus. Pensei em como seria possível comparar uma competição com outra, com o objetivo de saber qual é a equipe mais forte do mundo. Claro, dirão vocês, que para isso existem os campeonatos entre os clubes de lá - como Copa da UEFA e UEFA Champions League. Mas, e quanto aos campeonatos nacionais, há como misturar as equipes e ver qual é a mais forte do mundo? Pois bem, com essa pergunta na cabeça, peguei a tabela dos seis principais torneios nacionais do continente europeu (ALEMÃO, ESPANHOL, FRANCÊS, INGLÊS, ITALIANO e PORTUGUÊS) e misturei as cinco equipes mais bem colocadas nas competições - com os resultados atualizados do último fim de semana. Bem, como podem perceber na imagem, gerou um fato novo, uma tabela imaginária, ranqueada pelo critério de aproveitamento de cada equipe em seu campeonato local. Vale lembrar que o critério é esse: Aproveitamento nos campeonatos nacionais. Não levei em conta a dificuldade de cada competição nem a fragilidade das equipes, mesmo sabendo da importância desses fatores.
Vamos lá:

TIMES

PONTOS

JOGOS

VITÓRIA

APROVEITAM.

Barcelona

78

31

25

83

Real Madrid

75

32

24

78

Inter de Milão

74

32

22

77

Man. United

71

31

22

76

Porto

57

25

17

76

Liverpool

71

33

20

71

Sporting

53

25

16

70

Chelsea

67

32

20

69

Wolfsburg

57

28

17

67

10º

Olympique de Marselia

64

32

18

66

11º

Milan

64

32

19

66

12º

Juventus

64

32

19

66

13º

Benfica

49

25

14

65

14º

Bayern de Munique

54

28

16

64

15º

Hamburgo

54

28

17

64

16º

Bordeaux

62

32

18

64

17º

Lyon

60

32

17

62

18º

Arsenal

62

33

17

62

19º

Hertha Berlin

52

28

16

61

20º

Sevilla

57

31

17

61

21º

PSG

59

32

18

61

22º

Stuttgart

51

28

15

60

23º

Genoa

57

32

16

59

24º

Toulouse

56

32

15

58

25º

Fiorentina

55

32

17

57

26º

Nacional

43

25

12

57

27º

Braga

42

25

11

56

28º

Valencia

52

31

15

55

29º

Aston Villa

54

33

15

54

30º

Atlético de Madrid

49

31

14

52


(Pessoal, como vocês irão perceber na tabela, estão faltando os EMPATES, AS DERROTAS, O GOLS PRÓ, OS GOLS CONTRA E OS SALDOS DE GOL. Tive que tirá-los devida a configuração do meu blog. Tive que fazer uma tabela mais "magra" para caber nesse espaço. Para acompanhar a tabela completa, basta clicar no link: http://escondidin.nafoto.net/index.html).

OS 10+.

Somente na décima colocação, com Olimpique de Marselha, é que fechamos a participação de pelo menos uma equipe de cada país, sendo que, entre os dez primeiros, temos: 2 ESPANHÓIS (BARCELONA E REAL MADRID); 1 ITALIANO (INTER); 3 INGLESES (MANCHESTER UNITED, LIVERPOOL E CHELSEA); 2 PORTUGUESES (PORTO E SPORTING); 1 ALEMÃO (WOLFSBURG) E 1 FRANCÊS (OLIMPIQUE). Talvez esse seja mais um exemplo da força e da competitividade dos clubes ingleses nos torneios da Europa, já que são os únicos com três clubes nas dez primeiras posições.

CHAMPIONS LEAGUE NA TABELA.

Dos 4 semifinalistas da UEFA Champions League, Barcelona aparece em 1º na lista geral e o próximo adversário dos espanhóis, Chelsea, aparece em 8º. Do outro lado da disputa, o Manchester aparece em 4º na lista geral e o Arsenal pode ser considerado o patinho feio da disputa, já que só aparece em 18º, com 62% de aproveitamento no campeonato Inglês. Seriam os Gunners a zebra da competição européia? Pelos números, podemos dizer que sim.

DOBRADINHA ESPANHOLA.

Também não podemos deixar de mencionar a dobradinha de Barcelona e Real Madrid na tabela. Apesar dos pesares - e da questão do grau de dificuldade da competição já mencionado, o aproveitamento das duas equipes é louvável: 83% para os Catalães e 78% para o time da capital espanhola.

ORA POIS.

Quando o critério é defesa, para minha surpresa, as equipes de Portugal fazem bonito no cenário mundial. Dos cinco times portugueses relacionados nessa tabela, três tem as melhores defesas do mundo (sic!). São eles: Porto e Sporting com 16 gols sofridos e Braga com 17 golos em sua meta.

TRIO QUE VALE POR ONZE.

O brilho do trio de ouro do Barça, formado por Henry, Messi e Eto'o faz história e fica evidente nos números. Reparem que os Catalães já balançaram as redes 88 vezes no campeonato nacional. É impressionante, principalmente, se compararmos com o segundo lugar nesse quesito, o Real Madrid, com 73 gols feitos.

VITÓRIA PARA MAIS E PARA MENOS.

Outra observação interessante é o número de vitórias. Claro, ninguém ganhou mais que o Barça, 25, e ninguém ganhou menos que o Atlético de Madrid, "somente" 14 vitórias (vale sempre lembrar que aqui estão os cinco melhores times de cada país!).

PERDER, JAMAIS!

Por outro lado, há uma trinca de times tradicionais que conheceram muito pouco a tal - e temida - derrota: Inter de Milão, Porto e Liverpool só perderam duas vezes em suas jornadas nacionais.

JÁ A FIORENTINA...

Bom, a tradicional equipe italiana, mesmo com uma boa campanha no Calccio, ficou na frente num quesito pouco desejado: foram 11 infelizes derrotas.

REVIRANDO A TABELA.

Se a tabela fosse por saldo de gols... Bom, se o critério de saldos de gols reinasse no mundo da bola, teríamos algumas mudanças. A dobradinha das equipes espanholas continuaria, mas o Liverpool, 6º colocado no aproveitamento, pularia para a terceira colocação, com 38 gols de saldo, acompanhado de perto pelo Chelsea, com 35 gols. Ainda nesse quesito, o Sporting cairia de 7º para 15º e o Hamburgo, da Alemanha, de 15º para a última colocação (30º). Por falar na rabeira da tabela, o Atlético de Madrid pularia da incômoda lanterna (30º) para a 19º colocação.



-Bom, pessoal, essa foi só uma forma de descontrair com os números e, principalmente, de tentar entender um pouco de como funcionaria os campeonatos europeus se fossem colocados lado-a-lado. É claro que é só uma análise superficial, sem levar em consideração inúmeras questões importantes, como o equilíbrio de um campeonato em relação a outro e diferença de investimento de um país para outro. O que acharam de toda essa construção? Aguardo os comentários. Vocês conseguem enxergar outras curiosidades não mencionadas por esse blogueiro?

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