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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Divagando 2...

Dos versos que tracei na mente, inclui algumas letras e palavras imperdoáveis, daquelas que não podemos deixar de mencionar, taticamente perfeitas, uma marca de minha escrita. Já percebi isso, confesso. Sou refém de algumas amigas contidas em dicionários verdadeiros e imaginários....

Tento sentir agora o que meu comando mais aleatório quer enviar a esses inquietos dedos...Tento tratar-me como música, uma sucessão de acordes que já pareceram nascer um para o outro, perfeitos, cadenciados... Então sou essa infinidade de sentimentos, como tudo que a música é capaz de nos atingir, fazer lembrar aquela pessoa, remeter ao passado, viagens, cheiros, e etcs maravilhosos.... Humm, que convite. (Só por curiosidade, ouço Jack Johnson nesse momento...)

Nessa brincadeira de colocar meus instintos nesse "papel" eletrônico, evito censurar sentimentos que se extravasam aos milhares. É difícil, pois a todo momento pensamos nas consequências, pesamos as palavras, as atitudes e até as reações faciais. Por isso, falseio por esses campos, mas é um falsear tão verdadeiro, tão humano, que quase passa por verdade absoluta. Nesse momento do falsear a verdade, sou o mais verdadeiro dos homens mentirosos.

Acabo de apagar linhas que falavam de amor. Linhas não, parágrafo inteiro. Pronto, entreguei de bandeja mais esse assunto tocante, que bate na alma, coração, estômago, e outros instintos mais do que reais e verdadeiros. Mas era um parágrafo tão meu que resolvi guardar para mim, vocês não sentirão falta. Continuemos sentindo meus espasmos no teclado....

Acabo de chegar de uma corrida. Mais uma vez corri trinta e cinco minutos, de agasalho, contra uma chuvinha fina típica de Teresópolis. Interessante como o vento gelado e a água escorrendo pelo rosto são um horripilante combustível para continuar em frente... Divaguei ouvindo música (mais uma vez. E como tenho ouvido música ultimamente...) enquanto trocava passos pelas vazias ruas da cidade. Era percebido de perto por poucos carros que passavam apressados, mas atentos aos meus passos. Senti-me seguido, ou melhor, escoltado. Troquei o estilo da música para um bom samba e aumentei o volume. Pronto! Os carros mudaram suas atitudes, continuaram passando, mas agora eles não me observavam de forma tão constrangedora. E eu mergulhado nas batidas do pandeiro; passos firmes, na cadência....

Chega, estou ultrapassando os limites do normal (o que é normal?). Vou colocar os pés no chão, desligar o som e ler um pouco dessas folhas aqui, loucas para serem devoradas.


(Imagem retirada do site: http://4.bp.blogspot.com/_U6Konyyywzo/SZCC0uzP02I/AAAAAAAAAuQ/EbyMo7a9Qt0/s400/aaaa_garoa)

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